Oficiais têm eventos nacionais a partir do dia 28 em Gramado (RS)

Sintrajud enviará uma delegação; perspectivas profissionais e segurança no trabalho estarão em debate.

Começam na próxima quarta-feira, 28 de agosto, em Gramado (RS), o 12º Congresso Nacional de Oficiais de Justiça Avaliadores Federais (Conojaf) e o 2º Encontro Nacional de Oficiais Aposentados (Enojap). Ambos os eventos vão até sexta-feira, no Serrazul Hotel.

O Sintrajud será representado por oito oficiais, uma das maiores delegações do país. “O apoio do Sindicato ao encontro foi debatido com o Núcleo de Oficiais, que deu uma das maiores contribuições em termos de financiamento de delegações e também contribuiu com uma cota de patrocínio para a realização do Congresso”, ressalta o diretor do Sindicato e servidor do TRT Henrique Sales Costa.

Entre os temas em discussão, os oficiais vão abordar suas perspectivas profissionais, o impacto da tecnologia de informação sobre o trabalho, as atividades de conciliação e mediação e a reforma da Previdência.

Violência contra oficiais

Outro assunto debatido nos eventos será a segurança: casos de violência contra oficiais de justiça no exercício de suas funções estão se tornando cada vez mais frequentes.

Para o oficial da JF Marcos Trombeta, coordenador jurídico da associação dos oficiais de justiça de São Paulo (Assojaf-SP), a violência contra os oficiais faz parte do atual cenário de ataques aos servidores públicos. “Os servidores são vistos pela população como trabalhadores que ganham mais e políticos oportunistas se aproveitam disso para atacar o funcionalismo”, afirmou Trombeta.

Ele observou ainda que os oficiais lidam com pessoas que deixaram de cumprir alguma obrigação ou têm uma dívida perante o Estado. “Nessas ocasiões, quem vai representar o Estado é o oficial, que fica numa situação desfavorável”, completou.

Uma das ocorrências mais recentes envolvendo um oficial em serviço aconteceu há cerca de um mês em Santo Antônio do Pinhal, no interior de São Paulo. O oficial do TRT da 15ª Região Edmar Abraão de Souza foi agredido e ameaçado durante o cumprimento de diligência na zona rural. Ele precisou de apoio da Polícia Militar para voltar ao local da diligência.

“Essa situação é consequência também de uma campanha de ódio, de demonização do servidor publico”, declarou Marcos Trombeta. “Se continuar nessa linha, pode acontecer uma tragédia”, alertou.

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