CSP Conlutas Sintrajud Fenajufe
SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL NO ESTADO DE SÃO PAULO

NOSSA HISTÓRIA

Uma história de lutas e conquistas

O processo de unificação dos sindicatos de trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo – Eleitoral (Sindjuse), Federal e Militar (Sinjusfem) e Trabalhista (Sintrajus) – não foi fácil. Mas foi, sem dúvida, a maior conquista que a categoria teve nos últimos 12 anos. Sem a unificação das lutas dos segmentos dificilmente as outras vitórias obtidas – Plano de Cargos e Salários e suas duas revisões (PCS 2 e 3), o reconhecimento e pagamento dos 11,98%, os quintos, a manutenção da paridade, entre outros – seriam realidade hoje. Matéria publicada no Jornal do Judiciário em maio/junho de 1995 sinalizava, corretamente como se comprovou 11 anos depois da fundação do sindicato, “a unificação como uma condição sine qua non para a conquista da dignidade do trabalhador do serviço público”.

A unificação dos trabalhadores do judiciário

Em dezembro de 1995, o Sintrajus, o Sinjusfem e o Sindjuse eram sindicatos consolidados junto às suas bases, combativos e respeitados pelas administrações dos tribunais e pelo movimento sindical. Mas a unificação somou forças, acrescentou qualidades, deu lugar a um sindicato único muito mais forte do que qualquer um dos três isolados. O processo de unificação se deu num momento em que várias entidades estaduais dos respectivos ramos do Judiciário Federal e do Ministério Público da União somavam esforços para fortalecer a luta da categoria. A política da federação nacional (Fenajufe) naquele momento era potencializar a construção do ramo Judiciário. Entendendo o sindicato como instrumento de transformação das relações do trabalho e das relações sociais, a unificação deu um novo marco à organização da categoria. A inserção do Sintrajud no contexto do movimento sindical brasileiro também cresceu consideravelmente. Hoje o Sintrajud é uma entidade respeitada em todo o país, pela atuação em defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo, mas também pela ruptura com o corporativismo e o apoio às reivindicações do conjunto da classe trabalhadora.
Mas essa realidade não foi sempre assim.
Até maio de 1995, os trabalhadores do Judiciário Federal estava organizados em duas federações nacionais (ainda existia a Fenastra – que organizava os servidores da Justiça do Trabalho). A consolidação da Fenajufe como a entidade máxima de toda a categoria judiciária também foi um processo. Hoje, a Fenastra não existe mais e a única federação setorial ainda existente é a Fenassojaf (que organiza oficiais de justiça).

Congresso decide: Somos todos Sintrajud

A unificação em um só sindicato se deu no Congresso de Unificação realizado de 8 a 9 de dezembro de 1995, “como resultado da vontade da categoria e do esforço das direções dos três sindicatos”, ressaltava o Jornal do Judiciário publicado em dezembro daquele mesmo ano. A visão de sindicalismo construída no democrático processo de discussão se refletiu nos estatutos do Sintrajud – que trouxeram inovações para a organização da categoria judiciária. A diretoria colegiada e o estabelecimento da necessidade de constituição de uma diretoria de base consagraram a visão de uma organização sindical centrada nos locais de trabalho.
O Congresso foi produto de mais de três anos de discussão, com ampla participação dos servidores, que elegeram uma diretoria provisória – que funcionaria até maio de 1996, passando o bastão à primeira gestão unitária eleita em urnas.
A categoria também decidiu filiar o Sintrajud à Central Única dos Trabalhadores (CUT), à Fenajufe e a organismos intersindicais como o Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Sócioeconômicos), o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) e ao Diesat (Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho).

Diretoria de base: O sindicato no dia-a-dia dos locais de trabalho

O auge da organização pela base, por dentro da categoria, no dia-a-dia para o Sintrajud é a conformação da direção de base. Eleita pela primeira vez em 1997, a diretoria de base (DB) é o grupo de representantes eleitos pela categoria nos locais de trabalho. O diretor de base tem a tarefa é estreitar o contato diário do sindicato com os colegas e, para isso, goza de prerrogativas como estabilidade e não poder ser transferido de setor contra sua vontade.
Outra contribuição importante do diretor de base para o fortalecimento da categoria é a busca da sindicalização e de conscientização sobre a importância da luta coletiva e unitária dos trabalhadores do Judiciário Federal.

Subsedes: Expansão da atuação no estado

O crescimento da atuação política do Sintrajud se refletiu também na expansão da estrutura do sindicato no Estado. Um ano após a fundação do sindicato unificado, iniciou-se uma política de abertura de subsedes para oferecer melhores condições de atuação sindical junto aos servidores do interior.

BAIXADA SANTISTA
Em 29 de novembro de 1996 foi inaugurada a primeira subsede do Sintrajud, na cidade de Santos, para atender à categoria na Baixada Santista. A região foi escolhida em virtude da intensa participação dos servidores da Baixada nas atividades da entidade. A subsede também oferece à toda a categoria os serviços de uma barraca de praia – que retoma a tradição existente na Baixada desde os tempos do anarco-sindicalismo do século XIX, que constituiu mecanismos para tornar os sindicatos mais próximos das famílias dos associados e, assim aproximar ainda mais as categorias das
suas entidades representativas.

Funcionamento: segunda a sexta, das 10 às 18 horas
Tel.: (13) 3238 3807
Endereço: Rua Dr. Adolfo Assis, 86 – Vila Belmiro – Santos/SP – CEP 11075-360
E-mail: sintrajudsantos@gmail.com

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