“Imagina se todos se calassem e ninguém fizesse nada”, diz aposentado

Márcio Lois

As longas horas de estrada não o desanimaram. Já quase anoitece e o servidor Márcio Lois, aposentado do TRE, está ativo na manifestação em frente ao Supremo Tribunal Federal. Busca sem sucesso pela internet do celular saber o que se passa lá dentro, onde o ministro Dias Toffoli toma posse na Presidência da corte máxima do país.

Aos 81 anos, “quase 82”, o servidor integrou a caravana do Sintrajud que partiu de ônibus de São Paulo para o ato unificado do funcionalismo na capital federal, no dia 13 de setembro.

“Vamos supor que todos se calassem, ninguém se preocupasse absolutamente com nada, não acontecesse nada, imagina… se fazendo todo esse trabalho, procurando de todas as formas ver se muda esse conceito da classe dominante, essa forma absolutamente sem a menor preocupação com o que está por baixo, já é assim…”, diz.

“Foi um ato muito significativo porque representa o início de uma luta que a gente vai ter que travar depois das eleições e no próximo ano”, disse Claudia Vilapiano, da direção do Sindicato.

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