Assembleia Geral elegeu delegados para o 3º Congresso da CSP Conlutas

Foto: Gero Rodrigues

Além da discussão sobre as contribuições financeiras, os servidores elegeram durante a assembleia os delegados que participarão do 3º Congresso da CSP-Conlutas, , marcado para 12 a 15 de outubro. O Congresso deverá apontar novas perspectivas de organização da Central, num momento em que a luta contra as reformas do governo Temer (PMDB) e de seus aliados exigem a unificação da classe trabalhadora e dos movimentos populares.

Representando a pluralidade dos debates no interior da central, durante a assembleia foi garantida a apresentação de teses que serão debatidas durante o Congresso. Foram apresentadas 3 teses.

A primeira tese, apresentada pelo servidor do TRF Dalmo Duarte, diretor do Sintrajud, defendeu a necessidade de que a Central construa planos para aproximar-se mais da base dos trabalhadores. “Precisamos avançar na construção da central junto aos trabalhadores, podemos discutir e polemizar no interior da central, mas nosso inimigo é o MBL e a direita, qualquer um que esteja na luta comigo deve ser considerado meu companheiro”, defendeu Dalmo.

A tese 2 foi apresentada pelas diretoras do Sindicato Ana Luiza Figueiredo, aposentada do TRF, e Inês Leal, servidora do TRT. As servidoras destacaram o papel que a Central vem cumprindo na construção das lutas contra a retirada de direitos e no enfrentamento direto com as outras centrais (CUT, Força Sindical e CTB) que não colocam força nesta luta. “Temer está aprovando as reformas que o PT tentou implementar e não conseguiu, e a CUT tem cumprido o papel de manter este governo, por isso não leva a fundo a luta por eleições gerais e não ajuda a construir uma greve geral contra as reformas”, afirmou Ana Luiza. “Unidade com a CUT só deve ser feita em pontos e lutas específicos”, ressaltou a servidora.

Já a tese 3 foi apresentada pelo servidor do TRT Tauff Ganem, diretor do Sintrajud, e Sirlene Maciel, membro da Executiva Estadual da CSP Conlutas. Eles destacaram a importância da Central e defenderam a construção de um Encontro Nacional de Lutadores para organizar a resistência contra os ataques de Temer. “Esta conjuntura de graves ataques exige que façamos a mais ampla unidade contra a retirada de direitos, o inimigo é o Temer e a burguesia, por isso precisamos unificar para resistir”, disse Tauff.

Segundo o estatuto da Central, a eleição de delegados é proporcional. Desta forma, a assembleia elegeu 1 delegado da tese 1, 7 que defenderam a tese  2, e 5 da tese 3.

Veja as resoluções e informações sobre o Congresso aqui.

 

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