8 de Março será também de protesto nacional contra a PEC da Previdência

A expectativa é de que seja um dia de protestos em diversas partes do mundo no qual as mulheres serão protagonistas na defesa tanto do fim das discriminações de gênero e da violência contra elas, quanto no combate a projetos que acentuam a desigualdade social e levam à retirada de direitos dos que trabalham.

No Brasil, o 8 de Março, Dia Internacional das Mulheres, para o qual uma paralisação mundial de trabalhadoras está sendo convocada, terá ainda outra característica marcante: trabalha-se para que seja a primeira jornada de manifestações de expressão nacional contrária às reformas previdenciária e trabalhista.

O governo de Michel Temer (PMDB) será contestado por tentar aprovar projetos que tornam o direito à aposentadoria quase inalcançável para a maior parte das trabalhadoras e trabalhadores e que eliminam garantias laborais conquistadas na primeira metade do século passado.

A paralisação, a princípio, está sendo convocada em pelo menos 30 países, entre eles o Brasil. É provável que assuma caráter simbólico em muitos lugares, mas isso não parece tirar o peso da data e a dimensão que o protesto ganhou.

A importância de participar das manifestações – haverá passeatas e atos em provavelmente todos os estados do país – foi destacada na reunião ampliada da Fenajufe, a Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do MPU, realizada no dia 19 de fevereiro, em Brasília. “Que a gente não esqueça que esta reforma ataca as mulheres de forma muito cruel: dia 8 de março é obrigação de todos nós participar, somos todos mulheres”, disse a servidora Denise Carneiro, da direção do sindicato da Bahia (Sindjufe-BA), durante a reunião, que incorporou a data ao calendário de mobilização da categoria.

Para Elcimara Souza, da direção da Fenajufe, o dia 8 de Março, assim como as paralisações e protestos previstos para o dia 15, precisam ser multiplicadores da consciência de que sem uma luta coletiva não haverá como deter as reformas da Previdência e Trabalhista, que tramitam na Câmara dos Deputados. “A nossa resposta para [esses projetos] tem que ser a resistência”, disse, durante as atividades da federação em Brasília, quando também defendeu a construção de uma greve geral que exponha a insatisfação dos trabalhadores e trabalhadoras com as propostas pautadas pelo governo.

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