TRT: greve sanitária tem início na segunda, 5/10

Setorial que aconteceu nesta quinta-feira, 1º de outubro, debateu próximos passos da mobilização; baixe o panfleto virtual da greve e distribua aos colegas.
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Em defesa da vida, servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região reafirmaram o início da greve sanitária nesta segunda-feira, 5 de outubro, data que marca a retomada gradual das atividades no Tribunal. Este foi o encaminhamento da assembleia setorial da categoria que aconteceu na tarde desta quinta-feira, 1º de outubro.

A assembleia avaliou que não havia fatos novos em relação à reabertura. Não houve nenhuma proposta no sentido de se mudar a orientação pela greve sanitária, embora o representante da nova administração tenha colocado como proposta que se fizesse primeiro uma avaliação sobre as semanas iniciais de retomada do expediente.

Embora esteja previsto um número reduzido de servidores nessa primeira etapa de trabalho presencial, e com a expectativa de que diversas unidades não retomem as atividades, a avaliação foi de que a greve sanitária é mais um instrumento à disposição dos servidores para dialogarem com as chefias, mantendo-se no trabalho remoto, e evitar que um número maior de pessoas sejam expostas aos riscos.

A avaliação na assembleia foi de que não é possível aderir à lógica de “recuar se der errado”,  considerando que o retorno às atividades presenciais no momento em que a pandemia continua registrando taxas altas de contágio, pode colocar em risco as vidas dos servidores, magistrados, advogados, terceirizados e jurisdicionados.

“Eles estão determinando um retorno sem sequer nos mostrar dados e estudos usados para que eles tenham chegado a conclusão de que podemos reabrir, uma conclusão que vai de encontro com o que indicam os pesquisadores”, afirmou Inês Leal, servidora do TRT-2.

A diretoria do Sintrajud já solicitou laudos, pareces ou documentos técnicos que atestem as condições pretensamente seguras para a reabertura de cada um dos edifícios que abrigam as unidades da Segunda Região, no entanto, ainda não houve resposta.

Para Tarcisio Ferreira, diretor do Sintrajud e servidor do TRT, a realização de uma audiência mesmo antes da posse do novo presidente, é uma sinalização de abertura de diálogo, no entanto, não houve avanços em relação à retomada das atividades. “De fato, a norma publicada pelo TRT-2 é um pouco mais flexível se comparada a de outros tribunais, consideramos que isto é fruto da nossa mobilização. Porém, mesmo assim, a reabertura vai expor colegas e poderá vir a ser porta de contágio, por isso não vemos motivo para recuar da greve sanitária, que é um instrumento para nossa proteção e das nossas famílias”, destacou o dirigente.

Ainda durante a assembleia, os servidores destacaram que a realização da greve sanitária não fecha os canais de diálogo com a Administração. Uma nova audiência com o novo presidente do TRT-2, desembargador Luiz Antonio Moreira Vidigal, e com o novo corregedor, será solicitada pelo Sindicato.

O manifesto impulsionado pelos secretários de audiência já foi encaminhado à presidência. “Nós entregamos nesta semana o manifesto com quase 600 assinaturas. Isso é a demonstração de que estamos organizados para resistir e não concordamos com o retorno que poderá colocar em risco vidas”, afirmou Henrique Sales, diretor do Sindicato e servidor do TRT.

Uma nova assembleia setorial já foi marcada para acontecer na quinta-feira (8 de outubro), com o objetivo de avaliar os primeiros dias da mobilização. Além disso, nesta terça-feira, 6 de outubro, às 18h, a diretoria do Sintrajud realiza uma live com a presença do professor Domingos Alves,  da Faculdade de Medicina da USP/Ribeirão Preto e membro do grupo covid-19 Brasil, para debater o desenvolvimento da pandemia no país. O debate será transmitido no Facebook, no YouTube e aqui pelo site.