Seminário do Coletivo de Mulheres resgatou a história e apontou desafios do feminismo


14/06/2021 - Shuellen Peixoto
Atividade aconteceu no último sábado, 12 de junho, e teve a presença da jornalista Ana Carolina Andrade.

A história e desenvolvimento do movimento feminista, lutas e desafios para as mulheres foram debatidos no último sábado, 12 de junho, no curso “Feminismo Classista”, promovido pelo Coletivo de Mulheres do Sintrajud – Mara Helena dos Reis. O curso aconteceu remotamente e teve a participação de servidoras do Judiciário Federal de São Paulo e outros estados e do TJ/SP.

A atividade foi conduzida pela jornalista Ana Carolina Andrade, que é formada pela PUC-SP, com pós-graduação em Gestão de Mídias Digitais pelo Senac-SP e com especialização em Gênero e Sexualidade pela UERJ. A jornalista traçou um panorama histórico do movimento de lutas das mulheres por direitos ao voto,  sexuais e reprodutivos, acesso ao mercado de trabalho em condições de igualdade e pelo fim da violência.

Já após a abertura, a pesquisadora perguntou para as participantes o que despertou o interesse delas na busca por saber o que é feminismo. A absoluta maioria relatou situações de violência, mesmo que veladas, pelas quais passaram em suas infâncias. “Não é à toa que é possível perceber a semelhança nos relatos, porque o machismo é parte da estrutura da sociedade, não é isolado. Todas nós já vivenciamos ou vimos ciclos de violência, por isso debater feminismo é também discutir combate ao capitalismo e a sociedade de classes, que tem como parte da sua estrutura as opressões”, destacou a palestrante.

Para Ana Carolina, compreender que o machismo é parte da estrutura da sociedade demonstra a importância de discutir o feminismo classista. “A sociedade é dividida em classes sociais e a opressão das mulheres é inserida neste contexto, desta forma, as mulheres trabalhadoras sofrem os maiores efeitos da exploração, têm salários menores e ainda são as principais responsáveis pelo trabalho doméstico”, afirmou a jornalista.

Ainda na opinião de Ana Carolina, a forma de mudar esta situação é aliar a luta contra o machismo com a luta pela transformação da sociedade de classes. “A solução para acabar com a opressão da mulher é isto que estamos fazendo hoje, é a auto-organização da luta das mulheres, dos negros e negras, da polução LGBTQIA+ e da classe trabalhadora”, ressaltou.

A atividade foi parte do ciclo de formação organizado pelo Coletivo, que também conta com rodas de conversa e leitura mensais. “Este curso, assim como todas as atividades que a gente vem realizando, tem o objetivo de nos formar politicamente para fortalecer nossa luta e organização”, afirmou Luciana Carneiro, integrante do Coletivo de Mulheres e diretora do Sintrajud.

Próximas atividades

Dando continuidade ao ciclo de formação, já estão agendados a live sobre feminismo e diversidade, no dia 28 de junho, e o curso “Feminismo negro e o pensamento de Lelia Gonzalez”, no dia 24 de julho. Além disso, em 24 de abril, aconteceu o curso ‘Introdução ao feminismo’, conduzido pela juíza do Trabalho no TRT-15 Patrícia Maeda, integrante da Comissão Anamatra Mulheres, da Associação Nacional dos Magistrados Trabalhistas (veja aqui).

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