Roda de conversa no JEF orienta mulheres a se defender da violência

Evento com lutadora de jiu-jitsu, realizado pelo Coletivo de Mulheres do Sintrajud, integrou programação dos “21 dias de ativismo”. No dia 9 de dezembro, às 14 horas no auditório do Fórum de Execuções Fiscais, acontece mais uma aula.

Fotos: Jesus Carlos

 

O Coletivo de Mulheres do Sintrajud – Mara Helena dos Reis realizou no auditório do Juizado Especial Federal (JEF) nesta quinta-feira, 28 de novembro, uma roda de conversa sobre defesa pessoal para mulheres, com a lutadora de jiu-jitsu Juliana Bueno Garcia. O evento integrou a programação dos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, que inclui também atividades na sede e na subsede do Sindicato.

O período de mobilização, reconhecido pela ONU, vai até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. No dia 24, completa-se um ano do assassinato de Mara Helena dos Reis, que dá nome ao Coletivo de Mulheres do Sintrajud. Servidora da Justiça Federal em São Bernardo do Campo, Mara foi morta por seu companheiro, o que configura um caso de feminicídio.

“Não percamos de vista que a violência está em todo lugar e que independe de classe social, condição financeira ou etnia; todas somos atingidas”, afirmou a diretora do Sintrajud Fausta Fernandes, servidora da JF Caraguatatuba. Fausta aproveitou para convidar as participantes da roda de conversa à última reunião do Coletivo de Mulheres neste ano, que será em 7 de dezembro, a partir das 11 horas, na sede do Sindicato.

Mudanças de atitude

A instrutora Juliana Bueno Garcia faz parte do Women Empowered, um programa de autodefesa para mulheres desenvolvido pela Gracie Jiu-Jitsu Academy. No encontro com as servidoras no JEF, ela mostrou que as mulheres podem evitar situações de risco a partir de pequenas mudanças de atitude. “Saibam impor um limite”, recomendou.

Diversas técnicas para afastar e se defender de um possível agressor foram abordadas na roda de conversa e despertaram grande interesse das servidoras. “A conversa sobre esse assunto deveria começar na família, mas é muito importante que aconteça em espaços como este”, afirmou Juliana.

A violência contra a mulher depende basicamente da existência de três fatores, conforme explicou a instrutora: um agressor, uma vítima em potencial e uma oportunidade para a agressão. O programa Women Empowered ensina 20 técnicas de defesa pessoal que eliminam a oportunidade para a agressão e capacitam as mulheres para que não se tornem potenciais vítimas.

Segundo Juliana, essas técnicas podem ser aplicadas em qualquer contexto e local, inclusive no ambiente doméstico, onde ocorre a maioria dos casos de violência contra as mulheres. A instrutora ressaltou também a importância de que elas denunciem essas ocorrências. “Cerca de 70% das mulheres agredidas em casa não denunciam o agressor”, citou.

No próximo dia 9 de dezembro, às 14 horas no auditório do Fórum de Execuções Fiscais, acontece mais uma aula, reivindicada pelas servidoras do local.

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