Manifestações contra a PEC da Previdência levam milhares às ruas

Foto: Jesus Carlos

Trabalhadores ocuparam a Paulista na última sexta-feira, 22 de março, na manifestação contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 6/2019, que acaba com o atual modelo de aposentadorias no Brasil.

A manifestação, convocada pelas centrais sindicais e movimentos sociais, foi parte do Dia Nacional de Paralisações e protestos em defesa da Previdência, e contou com atos em todo o país.

Em São Paulo, os manifestantes reuniram-se em frente ao Museu de Arte de São Paulo, Masp, e ocuparam os dois sentidos da Avenida cartão postal da cidade. A manifestação teve a adesão de diversas categorias, como professores, bancários, químicos, metroviários, metalúrgicos, trabalhadores da saúde, do comércio e de serviços, além de servidores públicos municipais e estaduais.

Os trabalhadores do Judiciário Federal concentraram-se antes do ato unificado em frente ao Fórum Pedro Lessa, junto com outras categorias que são parte do Fórum dos Trabalhadores do Setor Público no Estado de São Paulo. No fim da tarde, a categoria somou-se à manifestação conjunta.

Na opinião de Gilberto Terra, diretor do Sintrajud e servidor no Fórum Previdenciário da Justiça Federal, a proposta do governo é nefasta e ataca direitos dos trabalhadores da iniciativa pública e privada. “As regras para aposentadoria nesta propostas são mais cruéis, tornam quase impossível alguém se aposentar”, afirmou Gilberto. “A proposta é sair do sistema de hoje, no qual todos contribuem para aposentadoria de todos, para um sistema em que cada um cuida de si e que, na prática, só vai servir para dar mais lucros aos bancos”, destacou Gilberto.

As manifestações que aconteceram na última sexta-feira, marcaram o início de uma jornada de lutas contra a aprovação da ‘reforma’ da Previdência.

 

*Matéria atualizada no dia 26 de março, às 17h14

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