Previdência: luta contra reforma já tem calendário nacional

Enquanto o governo Michel Temer libera mais R$ 30 bilhões de reais para obter o apoio de deputados, senadores, prefeitos e governadores à aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 287/2016 mesmo em ano eleitoral, os servidores públicos preparam uma contra-ofensiva sobre o Congresso Nacional para reafirmar que os parlamentares que votarem favoravelmente à reforma da […]

Enquanto o governo Michel Temer libera mais R$ 30 bilhões de reais para obter o apoio de deputados, senadores, prefeitos e governadores à aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 287/2016 mesmo em ano eleitoral, os servidores públicos preparam uma contra-ofensiva sobre o Congresso Nacional para reafirmar que os parlamentares que votarem favoravelmente à reforma da Previdência serão denunciados em todo o país e colocarão seus mandatos em risco.

O Planalto e sua base aliada no Congresso Nacional pretendem colocar a reforma da Previdência em votação no dia 19 de fevereiro. Para pressionar os deputados, desde o dia 3 diversas categorias do funcionalismo e outros segmentos estarão em Brasília realizando atividades e pressão de gabinete em gabinete.

Serão realizados ainda uma audiência pública e um seminário organizados pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social, com a presença de representantes do movimento sindical argentino, onde no final de 2017 os trabalhadores realizaram mobilizações multitudinárias contra a mudança na legislação previdenciária.

Entre as categorias mobilizadas para a jornada de lutas contra a reforma no mês de fevereiro várias já defendem a realização de uma nova greve geral que, a exemplo do dia 28 de abril do ano passado, impeça a votação do fim do sistema previdenciário no país. O Sintrajud é uma das entidades que defendem a necessidade de construção de uma paralisação nacional.

A diretoria do Sindicato convocará nos próximos dias assembleias para organizar a participação da categoria na retomada da mobilização contra a reforma. Além da agenda nacional, no Estado serão organizadas outras atividades – panfletagens, debates, abordagens a parlamentares nos aeroportos, solicitação de audiências nos escritórios regionais, etc.

Confira abaixo o calendário provisório (a reunião do Fonasefe deve aprovar novas ações):

3 e 4 de fevereiro – Reunião ampliada do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe);

5 de fevereiro – Audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias do Senado Federal, com o tema ‘O relatório da CPI da Previdência” (Anexo II – Ala Senador Nilo Coelho do Senado), às 9 horas;

6 de fevereiro – Reunião da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social para debater uma jornada de ações contra a aprovação da PEC 287/2016, às 14 horas na Câmara dos Deputados (plenário a definir);

19 e 20 de fevereiro – Seminário em Defesa da Previdência Pública, com o tema ‘A Previdência Social que Queremos’ (auditório Petrônio Portela do Senado Federal – a confirmar). Início às 14 horas do dia 19/02, continuando durante todo o dia 20;

19 a 23 de fevereiro – Jornada de lutas dos servidores públicos, com caravanas e acampamento em Brasília contra a reforma da Previdência e para lançamento da Campanha Salarial 2018.

Com informações da Frente Parlamentar e da Fenajufe.

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