Manifestação em São Paulo pede saída de Temer

 

Com gritos de “Fora Temer”, manifestantes ocuparam a Avenida Paulista na noite desta quinta-feira, 18. O ato que reuniu trabalhadores de diversas categorias, estudantes e movimentos sociais, foi convocado logo após o vazamento de áudios que revelam que Michel Temer (PMDB) teria pedido que a empresa JBS continuasse a dar uma mesada milionária ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, preso na Operação Lava-Jato, para comprar o seu silêncio.

A manifestação aconteceu horas depois do pronunciamento de Temer que, apesar dos rumores, afirmou que não iria renunciar e exigiu “investigação plena e rápida” no Supremo Tribunal Federal. O pronunciamento deixou ainda mais indignados milhares de trabalhadores que foram às ruas para exigir a saída do presidente e eleições gerais em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Brasília, Maceió, Belém e Belo Horizonte, dentre outras cidades.

Os servidores do Judiciário participaram da manifestação na Paulista. Na opinião do servidor da JT Ronald Fumagali, atos como os que aconteceram nesta quinta são importantes porque  demonstram que a força dos trabalhadores nas ruas é que poderá derrubar o governo. “Este governo e o Congresso não têm legitimidade nenhuma e têm que ser derrubados, e é nas ruas que a classe trabalhadora vai conseguir colocá-los para fora”, afirmou.

A necessidade de fazer uma greve geral no país para derrotar as reformas da Previdência e trabalhista foi uma das bandeiras levantadas pelos manifestantes. “Nossa tarefa é fazer uma grande greve geral para derrotar os ataques do governo, a classe trabalhadora não vai aceitar retirada de direitos”, ressaltou Ismael Souza, do Sindsef-SP.

Para Inês Leal, diretora do Sintrajud e servidora da JT, é preciso convocar uma greve geral de 48 horas.  “Se Temer não renunciou hoje, foi para ganhar tempo para tentar aprovar as reformas; por isso, mais do que nunca, as centrais precisam chamar uma greve geral de 48 horas, e na semana que vem temos de ocupar Brasília para mostrar que não vamos permitir retirada de direitos e queremos colocar para fora Temer e todos os corruptos”, declarou Inês.

Baixada Santista

Em Santos, a subsede do Sintrajud ajudou a organizar o “Ato Fora Temer” com o SindiPetro, Sindserv (que representa os servidores municipais de Santos) e pelas organizações Enfrente, Mais e anarquistas, entre outras. O ato saiu da Praça Independência e seguiu pela orla até o emissário submarino, com grande repercussão n’A Tribuna, o principal jornal da região (fotos abaixo, clique para ampliar).

“Organizamos este primeiro ato Fora Temer aqui em Santos pra cobrar o imediato afastamento de um presidente que, além de ter sido gravado praticando ilícitos, não tem legitimidade nem respaldo em votos pra ocupar o poder”, disse o servidor Adilson Rodrigues, da JF Santos. “Vamos cobrar e pressionar ate que ele saia e suas contrarreformas trabalhista e previdenciária sejam sepultadas! Toda a categoria está chamada a participar e ajudar a defender seus direitos e dar novo rumo para o nosso país.”

O Sintrajud vai disponibilizar ônibus para os servidores participarem do #OcupaBrasília, que será na quarta-feira, 24.  Os ônibus sairão na terça-feira, dia 23, à noite, da sede do Sintrajud (R. Antônio de Godoy, 88, 15º andar, Centro, São Paulo). A caravana retorna para São Paulo ainda no dia 24, no final das atividades.

Texto atualizado em 19/05/2017, às 18:26.

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