Fenajufe divulga nota em apoio à greve nacional da educação


15/05/2019 - Shuellen Peixoto

A diretoria executiva da Federação Nacional dos Trabalhadores  do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe) publicou nota em apoio à greve nacional da educação, que acontece nesta quarta-feira, 15 de maio. A data será marcada por manifestações em todo o país contra os cortes anunciados pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, de 30% nos orçamentos das instituições federais de ensino superior e na educação básica.

A nota da Federação  aponta a importância do movimento deste dia 15 de maio como parte da construção da Greve Geral, marcada para acontecer no dia 14 de junho, contra a ‘reforma’ da Previdência do governo Bolsonaro.

O Sintrajud estará, a partir das 11 horas, coletando assinaturas ao abaixo-assinado contra a ‘reforma’ em frente aos fóruns Pedro Lessa da Justiça Federal (Avenida Paulista, 1682) e Trabalhista Ruy Barbosa (Avenida Marquês de São Vicente, 235), e convida toda a categoria a somar forças nessa mobilização que é de toda a sociedade brasileira, em defesa do futuro, dos nossos filhos e de um país com soberania nacional e independência.  Veja aqui onde acontecerão atos no estado de São Paulo.

Confira a nota da Fenajufe

Nota Pública em apoio ao 15 de maio e por respeito à Educação e às Universidades Brasileiras

Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União – Fenajufe – vem a público manifestar total apoio à Greve Nacional da Educação neste 15 de maio – #15M – e pelo respeito aos Serviços e Servidor(e)(a)s Públicos, à Educação Pública Brasileira, gratuita e de qualidade. O movimento deste 15 de maio é passo importante na construção da Greve Geral do 14 de junho, momento em que os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros darão um basta às ameaças de retirada de direitos contidas na reforma da Previdência pretendida pelo governo, para beneficiar empresários e setor financeiro.

O cenário de ataques ao funcionalismo e desmonte do setor público, vivenciado nos últimos anos, atingiu uma escala sem precedentes no atual governo e, nesse processo, o que se viu na Educação Pública reflete o desrespeito e o descaso criminoso com a única ferramenta à disposição do(a) cidadão(ã) comum na conquista de uma vida mais digna: a Educação.

O corte sistemático no orçamento das Universidades Federais e Institutos Federais de Educação, bem como nas políticas e programas educacionais em todos os níveis, somados ao patrulhamento ideológico e às sucessivas tentativas de suprimir o pensamento crítico, apontam para um cenário perigoso e impensável. E o governo não quer resistência, nenhuma forma de organização, seja dos estudantes ou dos trabalhadores; seja dos movimentos sociais.

Investindo contra qualquer liberdade de organização com o objetivo de impedir a resistência às medidas arbitrárias, em março deste ano foi publicada a Medida Provisória 873/19. O instrumento busca destruir os sindicatos e, com eles, a luta por novos direitos e pela manutenção daqueles já resguardados pelos trabalhadores e trabalhadoras. Imoral e inescrupulosa, a MP atenta avançar contra a Organização Internacional do Trabalho, escancarando a incapacidade de diálogo do governo, interna e externamente.

Mas, como o ataque à Educação e a chantagem do ministro da pasta condicionando a liberação de verbas ao voto pela reforma da Previdência, a MP 873 foi gestada no mesmo ninho sub-reptício que tramou a EC-95, desmontando os serviços públicos e alijando o cidadão de sua cidadania.

Resistir e barrar o avanço das políticas ultraliberais de substituição dos serviços públicos pela iniciativa privada, é o único caminho. E as ruas, nossa melhor via.

Ao apoiar o 15 maio rumo à Greve Geral do 14 de junho, a Fenajufe conclama seus Sindicatos Filiados à resistência e à participação, na defesa dos direitos e garantias constitucionais das Cidadãs e Cidadãos brasileiros.

Brasília-DF, 14 de maio de 2019.

 

Diretoria Executiva da Fenajufe
Triênio 2019 – 2022

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