CSP-Conlutas: Entidades aprovam construção de fórum nacional de servidores públicos

Objetivo é unificar trabalhadores do funcionalismo público de todo o país contra os ataques do governo Bolsonaro e em defesa dos direitos.

Entidades representativas de diversos setores do funcionalismo público aprovaram a reorganização da Coordenação Nacional dos Servidores Públicos, o objetivo é reunir trabalhadores de todo o país e impulsionar a mobilização em defesa do serviço público. A rearticulação do fórum foi aprovada durante o 4ª Congresso Nacional da CSP-Conlutas, que aconteceu entre os dias 3 e 6 de outubro, em Vinhedo (SP).

A proposta de construção de um fórum mais amplo é impulsionada pelo ANDES/SN, Fasubra, Fenasps e Sintrajud. Os servidores avaliam que somente uma ampla unidade para construir a mobilização será capaz de barrar os ataques do Governo Bolsonaro, que elegeu o serviço público como alvo prioritário dos ataques.

“Hoje o setor mais atacado é a educação, são os trabalhadores da educação que estão na vanguarda das lutas, por isso acho que devemos nos apoiar no calendário de lutas da educação e agregar pessoas para construir a unidade para enfrentar os ataques do governo Bolsonaro”, afirmou Marcus Vergne, diretor do Sintrajud e servidor do TRT.

Os servidores aprovaram a construção de uma plenária ampla do funcionalismo, com indicativo de data para novembro, e a construção de um seminário no início de 2020 para debater reforma administrativa no serviço público e a reforma sindical. Uma primeira reunião para debater a recomposição da coordenação com entidades que não participaram do congresso da CSP já está marcada para acontecer no dia 15 de outubro, em Brasília.

A proposta é que as entidades organizem as coordenações nos estados, buscando ampliar a participação das entidades em todo o país, assim como já acontece Fórum dos Trabalhadores do Setor Público no Estado de São Paulo, do qual o Sintrajud é parte, que reúne trabalhadores de diversos setores.

A diretora do Sintrajud Luciana Carneiro, servidora do TRF, destacou que, além da importância de organizar os servidores públicos, é imprescindível buscar o diálogo com a população. “É uma experiência que temos feito no Fórum, produzimos materiais para dialogar com a população, explicando o que implica a destruição do serviço público, que quando o trabalhador chega no hospital e não tem ninguém para atender a culpa não é nossa, é do governo que não contrata servidor”, destacou.

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