Atos na capital e em Santos marcam Dia Nacional de Mobilização em SP

Em mais de 200 cidades do país, estudantes e trabalhadores foram às ruas contra os cortes na educação e em defesa da aposentadoria.

Crédito: Gero Rodrigues

Nesta terça-feira, 13 de agosto, trabalhadores, estudantes e movimentos sociais fizeram atos em todo o país em defesa da educação e contra a ‘reforma’ da Previdência.  Os atos, convocados pelos setores da educação e as centrais sindicais, aconteceram em mais de 200 cidades brasileiras e deram continuidade às manifestações dos dias 15 e 30 de maio, logo após o anúncio de corte de 30% do Orçamento da educação. Na última semana, reitores de diversas universidades federais afirmaram que as instituições podem fechar as portas ainda este ano caso se mantenha o corte.

Na pauta das manifestações, além da luta em defesa da educação e da aposentadoria, estava a defesa das liberdades democráticas e contra a retirada de direitos trabalhistas.

Em São Paulo, mesmo com baixas temperaturas, milhares de pessoas compareceram na Avenida Paulista, na altura do MASP, e marcharam até a Praça da República, com cartazes contra a retirada de direitos e o governo Bolsonaro. Os servidores do Judiciário Federal, junto com representantes de outros sindicatos do funcionalismo público, fizeram a concentração em frente ao Fórum Pedro Lessa e colheram assinaturas contra a PEC 6/2019, que tramita agora no Senado Federal.

Crédito: Fórum em Defesa das Aposentadorias

Em Santos, cerca de 500 pessoas estiveram no ato na Estação Cidadania. Mesmo embaixo de chuva, o protesto bloqueou uma das vias da Av. Ana Costa e foi encerrado na Praça das Bandeiras, repetindo o percurso dos protestos dos dias 15 e 30 de maio.

Em Brasília, a manifestação uniu-se à Marcha das Mulheres Indígenas e reuniu cerca de 10 mil pessoas. Uma representação de servidores do Judiciário Federal em São Paulo, que participa da 4ª caravana à capital federal contra a “Nova previdência”, esteve presente no ato.

Na opinião da diretoria do Sintrajud, o momento exige mais mobilização e unidade. Enquanto milhares iam às ruas protestar em defesa dos direitos, o Congresso Nacional aprovou a Medida Provisória 881, que aprofunda os ataques da ‘reforma’ trabalhista, aprovada em 2017, no governo Temer. Por isso, para a diretoria do Sindicato, é urgente que as centrais sindicais convoquem uma nova greve geral.

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