Atos contra reforma da Previdência vão ‘receber’ deputados nos aeroportos

Os deputados e senadores que se dirigirem ao Congresso Nacional no início dos trabalhos legislativos de 2018 vão ser ‘recebidos’ por manifestações nos aeroportos contrárias à reforma da Previdência. Servidores públicos vão participar dos atos, nos quais dirão aos parlamentares a frase símbolo da campanha em curso em defesa do direito à aposentadoria: “Se votar, não volta”.

O centro dos protestos é o aeroporto internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, onde a ‘recepção’ acontecerá nas primeiras horas das manhãs desta segunda-feira (5) e terça-feira (6). Mas os manifestantes planejam fazer barulho em todos os aeroportos das capitais dos 27 estados do país, além de outras grandes cidades. Em São Paulo os servidores do Judiciário Federal e de outras categorias do funcionalismo público estarão no aeroporto de Congonhas nesta segunda-feira, 5, a partir das 16h, e na terça-feira, 6, a partir das 6h30.

A participação do funcionalismo nestes protestos foi ratificada durante a reunião ampliada do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais, ocorrida em Brasília, no San Marco Hotel, no último fim de semana. O evento reuniu 260 servidores de 26 entidades nacionais que representam variados setores profissionais dos serviços públicos e estabeleceu uma agenda de ações de enfretamento contra a reforma da Previdência.

Ao longo dos debates transcorridos nesses dois dias, os servidores afastaram qualquer ideia de que a reforma já estaria arquivada. Ao contrário, destacaram que se foi a força da mobilização e da campanha contra a Proposta de Emenda Constitucional 287/2016 que impediu que ela fosse votada até agora, arrefecer o movimento neste momento seria abrir as portas para o governo avançar. “A retomada da organização e mobilização dos servidores é a resposta necessária às mentiras de Temer, que trata nossos direitos como privilégio e mantém intocáveis os grandes bancos e empresas devedores da Previdência”, disse, à reportagem, o servidor Cristiano Moreira, da coordenação da Fenajufe (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do MPU), que integrou uma das mesas do evento. “É também o ponto de partida para uma imprescindível greve geral, que precisamos seguir cobrando das grandes centrais sindicais”, disse.

 

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