Ato pró-Bolsonaro comemora retirada de faixa ‘Em Defesa da Educação’ na UFPR

Manifestantes favoráveis ao governo de Jair Bolsonaro arrancaram uma faixa com os dizeres ‘Em defesa da Educação’ que estava numa universidade pública, em Curitiba (PR), neste domingo (26). A ação foi realizada sob incentivo de alguém que coordenava o ato do carro de som e sob aplausos e festiva comemoração de outros participantes do ato.

As imagens de homens vestidos de verde e amarelo arrancando a faixa da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná circulam nas redes sociais. A manifestação integrava os atos a favor do governo e da ‘reforma’ da Previdência e provocou duras críticas. A faixa estava estendida no local desde o anúncio pelo governo dos cortes de 30% nos recursos das universidades e institutos federais de educação, que, segundo reitores, podem inviabilizar o funcionamento destas instituições.

Um dos organizadores do ato explicou as razões para arrancar e destruir a faixa em defesa da educação pública: “Vamos retirar essa faixa, porque prédio público não pode ser usado de forma ideológica. É Brasil. Nós estamos aqui buscando um Brasil melhor. Não vamos permitir mais isso”, disse.

As manifestações pró-Bolsonaro ocorreram em dezenas de cidades do país no domingo (26). Foram nitidamente uma tentativa de responder aos atos que levaram multidões às ruas em 15 de maio, em defesa da educação pública, contra a ‘reforma’ da Previdência e em oposição às propostas do governo Bolsonaro. Os atos do domingo (26) em geral foram pequenos. Reuniram uma quantidade mais expressiva de pessoas em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas em dimensões muito inferiores aos do dia 15, algo reconhecido até pelos grandes meios de comunicação comerciais.

Defesa da Educação e da Previdência

Novos protestos nacionais a favor da educação pública e contra a ‘reforma’ da Previdência Social foram convocados para 30 de maio. Neste mesmo dia, servidores do Judiciário Federal e do MPU fazem um ato em frente ao Supremo Tribunal Federal no julgamento da ação dos quintos, manifestação que também contestará as políticas de arrocho salarial e retiradas de direitos que estão sendo imposta aos trabalhadores no Brasil.

As manifestações da educação são ainda preparatórias para a greve geral convocada pelas centrais sindicais para 14 de junho. Dez centrais sindicais se uniram para organizar a greve e defender os direitos previdenciários, ameaçados pela PEC-6, a proposta de emenda constitucional que o presidente Jair Bolsonaro quer aprovar no Congresso Nacional.

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