Administração reconhece possibilidade de manutenção da creche do TRT-2

Proposta de mudança do modelo atual será debatida entre os servidores, mas novo requerimento das entidades pede imediata reabertura das matrículas e manutenção do berçário.

Foto: Kit Gaion

Após a mobilização de servidores e magistrados, a presidência do TRT-2 reconheceu a possibilidade de manutenção do berçário que funciona há quase trinta anos no Tribunal. O debate aconteceu na tarde desta quinta-feira, 28 de novembro, durante a audiência entre a desembargadora Rilma Aparecida Hemetério e representantes do Sintrajud e da Associação de Mães e Pais.

Durante a reunião, a servidora Adriana Rodrigues, presidente da Associação, apresentou os números da consulta feita em outubro quanto ao interesse pelo serviço da creche. Ao todo, manifestaram interesse 152 servidores e magistrados cujas crianças estão em idade compatível com o atendimento na creche, que estão em período gestacional ou que pretendam ter filhos nos próximos dois anos. Para matrícula imediata, seriam 54 interessados.

Isso significa que se as matrículas para o ano que vem forem reabertas e, especialmente, se for ampliada a idade de permanência das crianças para três anos de idade seria possível não só ter o quadro completo de vagas oferecidas como haveria excedente, mostrando a viabilidade e necessidade de manutenção do serviço.

Durante a reunião, a presidente do Tribunal reafirmou o posicionamento de modificar o formato atual do berçário, argumentando a restrição de manter servidores do quadro na creche. No entanto, diante da reivindicação da categoria, a desembargadora avaliou como proposta terceirizar o serviço de berçário. “O Tribunal está recuando, nosso objetivo é dar uma destinação social para o espaço e a pesquisa de vocês demonstra que pode ter essa destinação com a creche”, afirmou a desembargadora Rilma Hemetério.

Para diretoria do Sindicato, a reconsideração de posicionamento é um passo à frente importante no diálogo e na busca para viabilizar a creche, mas é preciso avançar para garantir a manutenção e ampliação do serviço, tornando viável o atendimento de filhos e filhas dos servidores e magistrados.  “Vamos discutir a proposta entre os servidores para nos posicionar, mas achamos que é necessário pensar em uma forma de manutenção do berçário, resguardando as servidoras que hoje estão lotadas lá e as crianças”, destacou Fabiano dos Santos, diretor do Sindicato.

O Sintrajud, em conjunto com as associações de Pais e Mães e de Magistrados (Amatra-2), vai formalizar novo requerimento solicitando que seja assegurada a manutenção da creche e a imediata reabertura das inscrições no berçário, como condição para continuidade do atendimento.

Creche fica!

Foto: Kit Gaion

 

Antes da reunião, os servidores e magistrados fizeram mais um ato em defesa da manutenção e ampliação da creche. A manifestação, com presença majoritariamente feminina, aconteceu no átrio do Fórum Trabalhista Ruy Barbosa e contou com a participação de representantes das centrais sindicais CUT e CSP-Conlutas e da Associação de Advogados Trabalhistas de São Paul (AAT/SP), que reafirmaram o apoio das entidades à luta em defesa da creche no TRT.

Adriana Rodrigues, presidente da associação de pais e mães, destacou o apoio da categoria à luta pela manutenção do berçário. “Em princípio era fácil para a administração vislumbrar o fechamento da creche, porque parecia que ia atingir somente 22 pais e mães. Mas o apoio da categoria tornou essa luta do tamanho desse Tribunal. Foram mais de duas mil assinaturas no abaixo-assinado e 152 servidores e magistrados interessados em utilizar o berçário”, afirmou.

Para Sarah Hakim, presidente da AAT/SP, a luta pela manutenção da creche deve ser assumida também por advogados, advogadas e jurisdicionados. “Essa luta não diz respeito só a nós mulheres, somente às servidoras, diz respeito a todos que se servem desta Justiça do Trabalho, porque sabemos que não é possível que servidoras e servidores tenham tranquilidade de cumprir o seu mister, suas atividades diárias, não tendo seu filho num lugar sabidamente seguro e próximo ao seu trabalho. A creche dá tranquilidade para que todos possam cumprir seus trabalhos da melhor forma”, afirmou a advogada. Sarah também se comprometeu, em nome da AAT-SP, a levar a reivindicação de manutenção e ampliação do berçário à presidente do TRT-2.

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