“A nossa luta é todo dia contra o machismo, racismo e homofobia”

“A nossa luta é todo dia contra o machismo, racismo e homofobia”, foi a palavra de ordem cantada pelos servidores no painel de debate sobre opressões que abriu o terceiro dia do 8º Congresso do Sintrajud. A mesa que contou com a participação de Carlos Eduardo Costa, do Espaço Socialista, Érika Andreassy, do Movimento Mulheres em Luta, e Francisco Antero, servidor do TRF-3, resgatou o debate de combate ao machismo, racismo e LGBTfobia, tema que não foi pautado nas ultimas edições do congresso.
Todos os palestrantes destacaram que o ajuste fiscal, as reformas trabalhista e da previdência e a aprovação do PL da Terceirização, atingem com mais força os setores oprimidos, que são os mais explorados na sociedade. “A tendência é que a porrada seja maior no ‘lombo’ do trabalhador negro, por exemplo, sabemos que alguns trabalhadores terceirizados negros ganham salários menores que os brancos”, afirmou Francisco Antero.
Na opinião da representante do MML Erika Andreassy, a Reforma da Previdência proposta pelo Governo de Michel Temer, aprofunda as desigualdades entre homens e mulheres, já que desconsidera a jornada tripla que as mulheres cumprem diariamente. “A luta contra as opressões não pode ser isolada, e diante de tantos ataques, as lutas contra as opressões unem-se às lutas contra o ajuste fiscal, as reformas da previdência e trabalhista”, destacou.
Durante o debate, a servidora do TRF-3 Luciana Carneiro lembrou que os trabalhadores do Judiciário Federal convivem em um ambiente opressor dentre dos tribunais e que, mesmo as mulheres sendo um grande setor da categoria, a maior parte dos chefes são homens. “Nos deparamos o tempo todo com comentários racistas, machistas e preconceituosos, principalmente quando nós estamos em posição de chefia, se é bonita é porque ‘deu pro chefe’, se é feia vem o comentário ‘ah, mas feia desse jeito tinha que estudar muito mesmo’”, afirmou.
Para Carlos Eduardo Costa é fundamental que as entidades sindicais façam o debate sobre o combate às opressões com os trabalhadores, para unificar acabar com todo tipo de opressão e unificar a luta dos trabalhadores. “O movimento sindical precisa entender essa pauta para conseguir combater todas as formas de opressão e caminhar na unidade da luta em defesa dos direitos”, finalizou.