Live sobre a greve sanitária orientou servidores acerca de direitos e organização do movimento

Servidores avaliaram as iniciativas que aconteceram no primeiro dia do movimento paredista em defesa da vida.

As iniciativas do primeiro dia de mobilização contra o retorno às atividades presenciais e greve sanitária em São Paulo foram debatidas na live do Sindicato que aconteceu nesta segunda-feira, 27 de julho. A transmissão teve a participação dos diretores Fabiano dos Santos (também dirigente da Fenajufe), Henrique Sales e Luciana Carneiro, que falaram um pouco sobre os protestos que aconteceram em frente aos tribunais e esclareceram dúvidas sobre a greve.

A greve foi aprovada na assembleia geral do último dia 22, contra o retorno à exigência de comparecimento de servidores às unidades do Poder Judiciário no estado e em defesa da vida. Para marcar o primeiro dia de resposta da categoria a um retorno sem que o Judiciário tenha providenciado condições mínimas de segurança sanitária e em meio à alta dos registros de infecção e mortes, os servidores fizeram protestos, respeitando as normas de distanciamento social, em frente ao TRF-3, ao prédio sede do TRE/SP e na JF em Santos. “Foram atos pequenos com o objetivo de chamar atenção a nossa mobilização e conversar com os colegas para que eles não se sintam pressionados a retornar”, afirmou Luciana Carneiro.

Durante a live, os diretores voltaram a explicar que a greve sanitária é legalmente reconhecida e falaram sobre as orientações jurídicas já divulgadas pelo Sindicato e a mobilização em outras categorias. “A greve sanitária é um instrumento que permite que o trabalhador se recuse a trabalhar presencialmente em condições inadequadas ou que coloquem em risco sua saúde, é um mecanismo que foi usado desde o início da pandemia em outros países, a exemplo da Itália, para resguardar os trabalhadores de algumas fábricas que estavam sendo obrigados manter expediente presencial no meio da pandemia”, explicou Fabiano dos Santos.

Os diretores orientaram a categoria para que sejam mantidos os trabalhos remotos. “Essa greve tem a única intensão de resguardar a sua vida, por isso, os colegas não devem se furtar a fazer o trabalho remoto, o servidor, na verdade, só vai negar-se a trabalhar presencialmente, colocando em risco sua vida e de seus familiares”, destacou Henrique Sales.

Os participantes do bate-papo lembraram aos colegas que assinem o registro de participação na greve. A lista disponibilizada pelo Sindicato tem o objetivo de permitir que a entidade acompanhe os servidores e responda a quaisquer tentativas de perseguição ou retaliação. Preencha aqui a lista de adesão à greve sanitária em defesa da vida.

Além dos servidores do Judiciário Federal em São Paulo, os servidores do TRE-BA, TJRJ e TJSP também estão em greve sanitária. “A greve é legal e os servidores estão protegidos pela lei, por isso sintam-se a vontade para acionar o Sindicato para tirar todas as dúvidas, se sentir seguro e aderir ao movimento”, afirmou Henrique.

Veja íntegra da live aqui:

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