NOTICIAS08/05/2025
Palestrante destaca no Encontro do TRE-SP que indicadores de assédio moral no PJU 'gritam'
Por: Luciana Araujo
Sindicato realizou mobilização durante o evento, que debateu, nesta quinta-feira (8 de maio), impactos da tecnologia no trabalho e assédio moral.

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O Tribunal Regional Eleitoral aproveitou o 4º Encontro da Justiça Eleitoral Paulista para contabilizar horas de treinamento pautadas pela política interna de enfrentamento ao assédio moral, com uma palestra ministrada pela psicóloga Lis Soboll. E a fala evidenciou as contradições do Tribunal no qual 43% dos/as funcionários/as respondentes de uma pesquisa interna apontaram já terem sofrido assédio moral."Uma gestão saudável, inclusiva e colaborativa só é possível se colocar o ser humano no centro", frisou a especialista.Confira a galeria de fotos do evento clicando aqui
Lis também abordou que a superexploração tem levado muitos trabalhadores/as conscientes de sua capacidade a rejeitar cargos de liderança devido ao excesso de trabalho. "O período das eleições é de exceção. Todos já sabem que vão ter que se dedicar muito, mas esse não pode ser o padrão de sempre”, alertou a psicóloga.Com a política da atual administração, no entanto, a conta não fecha, já que o efetivo será reduzido, e mesmo no plano de terceirização só se alcançaria o já reduzido quadro de servidores atual em 2028.Leia também:Sindicato reafirma luta por requisitados/as em Encontro do TRE-SP e DG diz que TSE analisará questãoSintrajud atua junto a parlamentares contra terceirização e em favor de requisitados/as do TRE-SP"É preciso combinar o horário do não trabalho. Achar que alguém tem que responder às 21h é desconsiderar essa pessoa como ser humano", frisou Lis.Abordando que a pesquisa de assédio é saúde mental do Conselho Nacional de Justiça em 2023 levantou que 56,4% dos trabalhadores/as do Judiciário relataram já ter sofrido assédio, sendo 88% desses casos são de assédio moral, com 78% de adoecimento, a psicóloga reforçou: "São indicadores que gritam"."Não é por acaso que temos esses métodos de gestão [no setor público em geral]. Eles nos fazem produzir mais, mas a um custo humano imensurável", disse Lis Soboll.
A psicóloga Lis Soboll. Foto: Claudio Cammarota






