NOTICIAS20/03/2025
Greve unifica categoria por carreira, saúde, salário e direitos
Por: Luciana Araujo
Primeiro ato de todos os ramos neste ano fechou a rua e lembrou início das lutas que conquistaram os Planos de Cargos e Salários; luta continua com ato no próximo dia 31 contra as novas normativas de saúde baixadas pelo CSJT.

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Com a presença de cerca de 600 servidores e servidoras e participação on-line de mais de 350 colegas, a categoria judiciária em São Paulo fortaleceu hoje a Greve Nacional do PJU e MPU. No ato unificado em frente ao TRE-SP, o congraçamento entre colegas da Capital, Baixada Santista e algumas cidades do interior do estado lembrou as primeiras faíscas das grandes greves que conquistaram a Lei da Carreira (1996), os Planos de Cargos e Salários (PCSs) de 2002 e 2006 e o reajuste fruto da greve de 2015.A defesa de que o Supremo Tribunal Federal faça tramitar o projeto de valorização da carreira (PCCS) construído pela categoria em duas plenárias nacionais foi a tônica da manifestação, em busca de descongelar os salários e garantir a sobreposição das tabelas da carreira, a fim de beneficiar o conjunto dos níveis e recuperar perdas históricas.A paralisação foi forte nas justiças do Trabalho e Eleitoral na capital, Grande São Paulo e Baixada, e também teve boa adesão em subseções da Justiça Federal no interior do estado. A adesão à greve contou com a participação de colegas da CEJUSC TRT-2/Baixada Santista, CEJUSC TRT-2/Leste, Fórum Trabalhista Ruy Barbosa, Fórum Trabalhista da Zona Leste, Fórum Trabalhista da Zona Sul, TRT-2/Unidade Administrativa III, JT/Praia Grande (que paralisou 100%), JT/São Vicente (90% dos trabalhadores/as), JT/Cubatão, JT Guarulhos, JT/Santos, JT/Diadema, JT/Poá, JT/São Bernardo do Campo, JT/Santo André, JT/São Caetano do Sul, JF/Araraquara, JEF e JF/Campinas, JF/Franca, JF/Marília (onde os colegas paralisaram as atividades por uma hora), JF e JEF/Presidente Prudente (onde os servidores e servidoras se reuniram para debater os artigos do projeto do PCCS e deliberaram criar um grupo de estudos sobre carreira), JF/Santos e JF/Sorocaba.Em Campinas os colegas realizaram um ato em frente ao Fórum, antes da atividade unificada que ocorreu na capital.
Luta contra o ajuste
Durante ato foi reforçada a necessidade de ampliar a mobilização e a realização de protestos presenciais. O "ajuste fiscal" que continua sendo imposto pelo governo Lula/Alckmin, as ameaças de nova 'reforma' administrativa e fim do Regime Jurídico Único (RJU), além da reestruturação que já vem sendo implementada no Poder Judiciário foram denunciados. No próximo dia 24 de março, o Sintrajud convida a categoria a participar do ato contra a 'reforma' administrativa que estará sendo discutida na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) entre empresários e o governo federal, com a participação do ministro do STF Gilmar Mendes e do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD/MG). O ato acontece a partir das 8h30."Precisamos nos manifestar nas ruas, então é importante conversar com cada colega que os atos presenciais são os que demonstram nossa insatisfação. Para enfrentar a mídia, a cúpula do Judiciário, o governo Lula e seu ajuste fiscal vai ser necessária muita luta. Vamos em frente até a vitória", pautou o também diretor do Sindicato Cleber Borges Aguiar.Fundador do Sindicato, o servidor da JF/Santos Adilson Rodrigues lembrou que "estamos no Judiciário sofrendo o que o setor bancário sofreu nos anos 1980, uma reestruturação produtiva que reduziu aquela categoria de mais de um milhão de trabalhadores para pouco mais de 400 mil. Isso é a reestruturação produtiva."Cidades do interior do estado, Grande São Paulo e Baixada Santista também participaram da greve deste dia 20 (Arquivo Sintrajud).













