SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL NO ESTADO DE SÃO PAULO
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30/9/2016

Metalúrgicos cruzam os braços contra ataques aos direitos

Dia nacional de paralisação tem adesão em todo o país e participação de outras categorias

Metalúrgicos de várias partes do país, além de servidores públicos e outras categorias, paralisaram suas atividades e realizaram uma série de protestos nesta quinta-feira, 29, Dia Nacional de Lutas contra as reformas e os ataques aos direitos. A data foi definida durante reunião com representantes metalúrgicos de todo o país no início do mês em São Paulo.

Em greve há 25 dias, os bancários também participaram, assim como trabalhadores da construção civil, principalmente em Fortaleza e Belém, além de petroleiros, que paralisaram as atividades em Sergipe e Alagoas, e atrasaram a entrada em outras regiões, como no Rio.

Os servidores do Judiciário Federal promoveram um ato em frente ao TRF-3, na Avenida Paulista,  que teve a participação de trabalhadores do IBGE, da Universidade Federal do ABC, do Ministério da Fazenda e do Banco Central, entre outros servidores públicos federais. Na Baixada Santista, diretores do Sintrajud participaram dos atos organizados por metalúrgicos e petroleiros, que também tiveram a participação de outras categorias e de estudantes.

São Paulo

Na capital paulista, houve manifestações em todas as regiões, com destaque para a Zona Sul, onde os 1300 metalúrgicos da MWM cruzaram os braços e, junto aos operários de outras fábricas da região, além de bancários e de moradores do Jardim União, marcharam até a Ponte do Socorro contra as reformas e a retirada de direitos.

Na Zona Oeste, metalúrgicos de 20 fábricas cruzaram os braços e realizaram um ato com mais de mil operários, que pararam as duas faixas da Estrada Turística do Jaraguá, e trancaram a Anhanguera.

Na Zona Leste, os metalúrgicos paralisaram a Lorenzetti e outras fábricas e seguiram em passeata.

Metalúrgicos da MWM saíram em passeata na zona sul de São Paulo

Osasco

Cerca de 150 operários das fábricas da região e moradores da Ocupação Esperança se unificaram numa manifestação contra a retirada de direitos.

São José dos Campos (SP)

Na região do Vale do Paraíba os metalúrgicos da GM paralisaram por 24 horas, deixando de produzir 300 veículos. Também houve paralisação na Embraer, na Parker Hannifin, com a adesão de outras categorias, como químicos da Monsanto e da construção civil da Revap, da Petrobrás. Cerca de 800 trabalhadores e outros 1,5 mil terceirizados atrasaram a entrada no primeiro turno de trabalho da Revap. Ao todo, cerca de 17 mil trabalhadores participaram dessa mobilização na região.

Ainda pela manhã, houve um protesto no centro de São José dos campos que reuniu diversas categorias, como petroleiros, químicos, professores, trabalhadores dos Correios e aposentados.

Paraná

O estado contou com um forte dia de paralisação, principalmente entre as fábricas de Curitiba, Grande Curitiba e São José dos Pinhais. Pararam a Renault, Volkswagen, Volvo, entre outras.

Ceará

Os trabalhadores da construção civil de Fortaleza fizeram paralisação e realizaram uma grande passeata pelas ruas da capital cearense.

Pará

Em Belém, os operários da construção civil paralisaram suas atividades e percorreram em passeata as ruas da capital paraense.

Trabalhadores da construção civil de Belém (PA)

Minas Gerais

Em Betim, os trabalhadores cruzaram os braços logo pela madrugada e trancaram a BR 381. Houve paralisação de metalúrgicos em Pirapora, Itajubá e São João Del Rey.

Rio de Janeiro

Metalúrgicos das montadoras de Rezende cruzaram os braços e fizeram manifestação. Em Volta Redonda, os trabalhadores bloquearam a entrada principal da CSN e paralisaram suas atividades.

Os petroleiros realizaram um ato em frente ao prédio do Edise e atrasando os vôos no Farol de São Tomé, no Norte Fluminense.

Petroleiros de outras regiões também participaram, cruzando os braços em Sergipe e Alagoas e atrasando a entrada na Refinaria de Presidente Bernardes, em Cubatão.

 Rio Grande do Sul

O dia começou com a liberação das catracas em duas estações do trem metropolitano. O passe livre foi garantido por uma hora – das 7h às 8h – nas estações Canoas e São Leopoldo, duas das mais movimentadas do sistema.

Houve paralisação e manifestação em diversas fábricas da Grande Porto Alegre e interior. Houve ainda a adesão dos metroviários de Porto Alegre, que liberaram as catracas no início da manhã.

Também aconteceu um ato organizado pela oposição do CPERS (entidade dos profissionais da educação de Porto Alegre).

Goiás

Em Catalão (GO), metalúrgicos das duas montadoras da cidade, Hyundai e Mitsubishi, cruzaram os braços e fizeram manifestação.

Piauí

Em Teresina houve um protesto no Instituto Federal do Piauí (IFPI), com uma passeata que caminhou até o prédio do Ministério do Trabalho. O ato contou com a adesão de estudantes do Liceu Piauiense e de servidores públicos. A manifestação reuniu cerca de 800 pessoas e se encerrou em frente ao prédio do INSS.

Trabalhadores também pararam nas universidades federais de Sergipe (esq.) e Alagoas (dir.)

 




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