SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL NO ESTADO DE SÃO PAULO
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30/9/2016

Dia de Luta une trabalhadores contra retirada de direitos

Servidores do Judiciário marcam jornada de protestos com ato no TRF-3 e atividades na Baixada Santista

                                   Foto: Claudio Cammarota

Servidores do Judiciário Federal uniram-se a outras categorias de trabalhadores nesta quinta-feira, 29, para protestar contra os projetos do governo Temer que ameaçam direitos trabalhistas, gastos sociais e serviços públicos.

Na Avenida Paulista, os servidores promoveram um ato em frente ao TRF-3 que teve a participação de trabalhadores do IBGE, da Universidade Federal do ABC, do Ministério da Fazenda e do Banco Central, entre outros servidores públicos federais. O ato foi uma atividade do Fórum Estadual de São Paulo das Entidades dos Servidores Públicos Federais.

Na Baixada Santista, os diretores do Sintrajud Salomão Ferreira e Lynira Rodrigues estiveram logo no início da manhã nos atos organizados por metalúrgicos e petroleiros. Também compareceram servidores municipais e do Judiciário estadual, entre outras categorias, além de estudantes.

Corte dos gastos sociais

Os trabalhadores que foram ao ato no TRF-3 assistiram a uma aula pública do economista Washington Moura Lima, assessor do Sintrajud, que explicou o impacto da reforma da Previdência planejada pelo governo, bem como os efeitos do PLP 257 e da PEC 241.

Washington mostrou que não existe o suposto “déficit” da Previdência, usado para justificar a necessidade da reforma. “O problema é que o governo não considera uma série de contribuições para a seguridade social que estão na Constituição”, afirmou o economista.

Em relação ao PLP 257, Washington explicou que o projeto inclui nos limites de gastos públicos fixados na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) uma série de despesas que não eram consideradas, como o pagamento de pensionistas e de ações judiciais. Isso obrigará os governos a cortar drasticamente os gastos com o funcionalismo.

A PEC 241, por sua vez, impede que os gastos primários subam além da inflação pelos próximos 20 anos, o que afeta áreas sociais, como saúde e educação. “Se o governo reduzisse os juros em 1 ponto porcentual já economizaria o dinheiro que quer obter com o corte dos gastos sociais”, observou Washington.

 Negociado X legislado

O coordenador da CSP-Conlutas Wilson Santana falou sobre a reforma trabalhista, que pretende fazer com que os acordos negociados diretamente com os patrões prevaleçam sobre os direitos assegurados na legislação trabalhista. “Esse é um movimento mundial e já tivemos grandes greves na França contra essa proposta”, lembrou. “O momento de lutar contra isso é agora.”

O dia ainda teve uma série de manifestações, atos e paralisações de trabalhadores em todo o país contra os projetos do governo Temer. Além de comparecer ao ato no TRF-3, os trabalhadores da UFABC fizeram caminhada e panfletagem no centro de Santo André (SP) e no próprio campus da universidade. Os trabalhadores do IBGE participaram de diversos atos promovidos por outras categorias.

Os metalúrgicos fizeram um dia nacional de paralisação, com protestos em várias fábricas e cidades do país. O dia de lutas ganhou ainda o reforço dos bancários, que completaram 24 dias de greve, e dos petroleiros, que promoveram piquetes e paralisações em unidades da Petrobras e iniciaram a construção de uma greve nacional. Eles protestam contra o desmonte da empresa, o rebaixamento salarial e a perda de direitos. 




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