Sintrajud participa de ato solene na Alesp em homenagem a greve sanitária

Servidores do Judiciário Estadual também estão mobilizados contra o retorno presencial durante a pandemia e foram homenageados em ato solene na Alesp

O Sintrajud foi convidado no último dia 31 de julho (sexta-feira) a participar do ato solene virtual em homenagem à luta realizada pelos trabalhadores do Judiciário no estado, organizado pelo deputado estadual Carlos Giannazi (Psol), na última sexta-feira, 31 de julho. Originalmente marcado como um evento voltado para tratar da greve sanitária dos servidores do TJSP, o convite foi estendido aos trabalhadores do Judiciário Federal em razão da mobilização contra a retomada do expediente presencial.

Para o deputado, a mobilização dos trabalhadores do Judiciário Federal e Estadual de São Paulo é importante para demonstrar que a vida deve estar acima dos lucros. “São Paulo tem mais de 22 mil pessoas mortas por covid-19. O retorno coloca em risco as vidas das pessoas, precisamos responsabilizar criminalmente os presidentes dos tribunais pelas doenças e mortes dos nossos servidores, já que eles estão determinando esta volta ao trabalho presencial. Vamos às cortes internacionais se for preciso”, defendeu o deputado.

A categoria foi representada pela diretora do Sindicato Luciana Carneiro, servidora do TRF-3. A dirigente explicou que a mobilização dos servidores do Judiciário Federal acontece por motivos semelhantes a dos trabalhadores do Tribunal de Justiça. “Não estamos nos negando a manter a prestação do serviço, mas é um absurdo que brinquem com nossas vidas desta maneira, no momento em que os governos federal e estadual deveriam estar discutindo o lockdown, com garantia de condições para que as pessoas possam ficar em casa e se proteger, acabar com isolamento é uma política genocida”, ressaltou Luciana.

A servidora também defendeu a necessidade de unificar as lutas das categorias em greve sanitária, numa campanha geral em defesa da vida. Além dos servidores do Judiciário Estadual e Federal, os servidores do MPU, INSS e IBGE também discutem a mobilização através de uma greve sanitária, caso tenham que retornar ao expediente presencial.

A atividade contou com a participação de servidores do TJ de várias regiões do estado. A categoria está preocupada com o retorno sem segurança no momento em que ainda crescem o contágio e as mortes de pessoas vítimas da covid-19. “Aqui na região da Baixada Santista já perdemos alguns colegas, continuamos perdendo vidas e até quando vamos admitir essa situação? Uma situação em que o interesse econômico está acima das vidas”, afirmou Michel Iório, do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Judiciário Estadual na Baixada Santista, Litoral e Vale do Ribeira do Estado de São Paulo (Sintrajus).

Segundo os servidores, os equipamentos de segurança individual fornecidos são insuficientes e não há previsão de separador de acrílico para as varas. “A pandemia não para de crescer, são montanhas de pessoas mortas e o Tribunal quer expor milhares de trabalhadores ao risco de contágio. A greve sanitária, a recusa a ir ao fórum presencialmente, é a única maneira que encontramos para defender nossas vidas e das nossas famílias”, destacou o servidor Luiz Milito, membro do Sindicato dos Trabalhadores do TJ/SP (Sinjesp).

Veja a íntegra do ato solene aqui: