Sintrajud e outros sindicatos pressionam deputados com ato em Congonhas

Na manhã de hoje, 12, dirigentes do Sintrajud e servidores do judiciário, junto com representantes da CSP-Conlutas, Intersindical, CTB e diversos sindicatos do funcionalismo realizaram um ato no saguão de embarque do aeroporto de Congonhas para pressionar os parlamentares que se encaminhavam a Brasília a votar contra a reforma da Previdência (PEC 287/2017) mesmo com […]

Na manhã de hoje, 12, dirigentes do Sintrajud e servidores do judiciário, junto com representantes da CSP-Conlutas, Intersindical, CTB e diversos sindicatos do funcionalismo realizaram um ato no saguão de embarque do aeroporto de Congonhas para pressionar os parlamentares que se encaminhavam a Brasília a votar contra a reforma da Previdência (PEC 287/2017) mesmo com as alterações anunciadas pelo governo Temer.

Com faixas, cartazes e apitos, os manifestantes abordaram deputados e senadores que encontraram no saguão e cobraram posicionamento, ressaltando que os congressistas que votarem a favor do fim do sistema de seguridade social consolidado na Constituição Federal de 1988 serão denunciados. E haverá uma campanha sistemática ao longo de 2018 contra a reeleição destes. O lema “Se votar, não volta!” – que tem sido usado pelo Sintrajud – foi abraçado pelas demais entidades presentes à manifestação.

O protesto – parte da jornada de lutas aprovada em reunião das diversas centrais sindicais ocorrida no último dia 8 – aconteceu no mesmo dia em que entrou na pauta de votações do Senado Federal a medida provisória 795/2017. Conhecida como “MP da Shell” após o vazamento de ação lobista junto ao governo e ao Congresso Nacional brasileiro por parte do ministro do Comércio do Reino Unido, Greg Hands, a medida provisória reduz a cobrança de tributos às petrolíferas estrangeiras na exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural em territórios e fronteiras marítimas brasileiros. De acordo com especialistas, o país renunciará a receitas da ordem de R$ 50 bilhões por ano. Até 2040, tempo de vigência do regime tributário especial aprovado no último dia 7 na Câmara dos Deputados, estima-se que uma perda de arrecadação de cerca de R$ 1 trilhão de reais em receitas que deveriam ser destinadas à União.

“Se colocar para votar, o Brasil vai parar!”

A CSP-Conlutas e o Sintrajud defendem a realização de uma nova greve geral caso o governo Temer o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), insistam em colocar em votação a PEC ainda este ano. Maia anunciou nesta segunda-feira que pretende contabilizar os votos pró-reforma até o dia de amanhã e colocar em votação a proposta no próximo dia 19 (terça-feira).

Confira abaixo um teaser e imagens do ato.

 

Crédito das imagens: Marcus Vergne. Com informações do Diap.

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