Sintrajud e CSP-Conlutas homenageiam profissionais de Enfermagem e cobram valorização

No Dia Internacional da Enfermagem, trabalhadoras e trabalhadores enfrentam pandemia sem EPIs e condições de trabalho.

A direções do Sindicato e da CSP-Conlutas, central sindical à qual o Sintrajud é filiado, participam hoje das homenagens aos trabalhadores da Enfermagem. Mais de um milhão de enfermeiros, técnicos e auxiliares atuam no Brasil, no primeiro atendimento às pessoas que precisam de serviços de saúde.

Confira abaixo a nota do Sintrajud sobre a efeméride:

Hoje (12 de maio) é o Dia Internacional da Enfermagem. Infelizmente, essas e esses profissionais não têm o que comemorar em nosso país. Segundo dados divulgados nesta data pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), no Brasil, 13 mil enfermeiros estão afetados pelo novo coronavírus e 98 já perderam a vida decorrência da nova doença. Há cinco dias, o país ultrapassou os Estados Unidos em número de profissionais de Enfermagem mortos pela Covid-19.

Esses trabalhadores e essas trabalhadoras estão na linha de frente do combate à pandemia em todo o mundo, e aqui sem equipamentos de proteção individual (EPIs), em jornadas extenuantes devido ao reduzido número de trabalhadores em relação à demanda por atendimento e aos baixos salários, isolados de suas famílias para proteger quem amam.

Em sua maioria, são mulheres negras que recebem salários baixíssimos, o que as obriga a trabalhar em vários hospitais. E ainda são atacadas e atacados pelas hordas de ódio articuladas para apoiar incondicionalmente o governo Jair Bolsonaro, que insiste em negar e desdenhar da pandemia e das mortes.

Governadores e prefeitos também não asseguram as necessárias condições às equipes.

A direção do Sintrajud soma esforços nas homenagens organizadas pela CSP-Conlutas aos trabalhadores da saúde, ressaltando que é preciso assegurar direitos para valorização efetiva desses profissionais: EPIs para todos, respeito às jornadas de trabalho, revogação da Emenda Constitucional 95 para possibilitar a realização de concursos públicos e melhores salários, políticas para garantir o isolamento social e reduzir o contágio (e, consequentemente, a superlotação dos hospitais).

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