Sintrajud e Centrais Sindicais participam de Seminário contra Reforma da Previdência

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Nestas terça e quarta-feira, 7 e 8, acontece o “Seminário Nacional Reforma da Previdência: Desafios e Ação Sindical”. O Seminário, organizado pelas Centrais e o Dieese, conta com a participação de entidades sindicais de diversas categorias. O Sintrajud está presente, representado pela diretora e servidora aposentada, Maria Helena Garcia Leal.

Com mesa de abertura com a presença das Centrais Sindicais, o primeiro dia do “Seminário Nacional Reforma da Previdência: Desafios e Ação Sindical”, na terça-feira, 7, a atividade abordou as atribuições e fontes de financiamento da seguridade e Previdência e sua função social.

O consultor Luciano Fazio reforçou a função social da previdência, sobretudo, para a população mais pobre. Para ele, o objetivo do governo é reduzir gastos para garantir lucros. Para isso, impõe uma política de estado mínimo.

Vilson Antonio Romero da Anfip (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil) abordou questões mais econômicas sobre a reforma, desconstruindo o discurso do governo de que há um rombo na Previdência. Ele explicou que além do desconto em folha do trabalhador, esse benefício também é feito pelo estado e pelo empregador, e faz parte da Seguridade Social que tem verbas suficientes. Dinheiro há, segundo ele, mas está sendo usado de maneira errada. Para o auditor, a crise não é desculpa para rebaixar esse direito, se há crise, que se retire de quem tem mais dinheiro, ou seja, taxando as grandes fortunas, por exemplo.

Ainda na terça, na parte da tarde, o debate seguiu abordando o contexto e a motivação da reforma da Previdência; e o conteúdo, impacto geral e tramitação da PEC 287.

Fátima Guerra, economista do Dieese detalhou a proposta da PEC explicando os ataques contra as pensões que, caso a reforma passe, podem ser menor do que o salário minimo; a isenção da reforma aos militares, o ataque contra o trabalhador rural. Toda essa análise foi feita à luz da nota técnica que o Dieese lançou sobre o tema e que pode ser conferida aqui.

Antonio Augusto de Queiroz do diretor técnico do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) criticou o Congresso Nacional e o governo Temer, que tem base de sustentação para aprovar a medida. Segundo ele, essa agenda “ponte para o futuro” vai ser implementada e tem como missão aprovar essas reformas, se os trabalhadores não lutarem.

O Seminário acontece no auditório do Sindicato dos Padeiros, em São Paulo, a tarde, a programação começa a partir das 14h. Acompanhe a transmissão online aqui.

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