Sintrajud discute demandas da categoria com diretor do Foro da JF

Diretores do Sintrajud levaram ao diretor do Foro da Seção Judiciária de São Paulo, juiz federal Paulo Cezar Neves, a indignação dos servidores com o reajuste de até 47% nas mensalidades do plano de saúde e manifestaram o inconformismo da categoria com o montante das verbas destinadas pelo Tribunal à assistência médica.

Enquanto o orçamento geral (sem considerar as despesas de pessoal e os encargos) teve aumento em relação ao ano passado, as verbas para a assistência médica sofreram redução de 6% na JF e de 18% no TRF-3. Os dados constam da análise feita pelo economista Washington Moura Lima, assessor do Sintrajud, no orçamento da União.

 

Os servidores apontaram ainda que o CJF concedeu créditos suplementares para a assistência médica aos TRFs da 1ª, da 2ª e da 4ª Região. Além disso, o STJ recebeu sozinho um crédito adicional de R$ 25 milhões nessa rubrica, conforme portaria do Ministério do Planejamento publicada no Diário Oficial da União.

Prevenção

O aumento dos gastos com o plano de saúde é agravado pela falta de uma política preventiva de saúde. Os diretores do Sintrajud lembraram que diversas atividades antes oferecidas pelo Tribunal nessa área foram encerradas, como a ginástica laboral, a orientação postural e a manutenção de ambulatórios médicos nos fóruns.

“Tudo isso se junta à sobrecarga de trabalho e, agora, ao reajuste do plano de saúde”, observou a diretora do Sintrajud Maria Ires Lacerda, servidora do JEF. “Quando se deixa de gastar com prevenção, gasta-se muito mais depois, com tratamentos”, acrescentou.

Gilberto Terra, diretor do Sindicato e servidor do Fórum Previdenciário, cobrou também a implantação de uma política de combate ao assédio moral.

Remoções

O diretor do Foro disse que o Tribunal pretende gastar mais com as ações preventivas e informou que o Núcleo de Saúde da JF está sendo reformulado, convidando o Sindicato a apresentar sugestões para essa reformulação.

Ele também propôs a realização de uma pesquisa sobre o assédio moral entre os servidores, com a participação do Sindicato, e disse que esse tema pode ser incluído nos cursos organizados pelo Programa de Desenvolvimento Gerencial da JF.

Outro assunto abordado foram as remoções, motivo de queixa de vários servidores que não são atendidos em seus pedidos de transferência para outros locais de trabalho. Segundo o diretor do Foro, a dificuldade decorre da falta de servidores em toda a Justiça Federal e da impossibilidade de fazer nomeações – consequência das restrições orçamentárias do Judiciário.

“Temos falta de servidores por todos os locais onde passamos; nossa avaliação é de que a política do governo é de desmonte do serviço público”, afirmou Ana Luiza Figueiredo.

Ficou sinalizada a possibilidade de uma nova reunião com o diretor do Foro para tratar desses e de outros temas de interesse da categoria.

Novos servidores

Oito servidores aprovados no último concurso acabam de ser nomeados na JF. A “ambientação” desses novos colegas aconteceu no mesmo dia da reunião com o diretor do Foro.

 

Os diretores do Sintrajud e o advogado César Lignelli, do departamento jurídico, participaram da ambientação apresentando a entidade e as lutas da categoria (foto à direita).

Setoriais

Os servidores da JF da capital iniciaram nesta quarta-feira, 23, uma rodada de assembleias setoriais para organizar a luta em defesa dos direitos ameaçados, além da mobilização contra o aumento abusivo nas mensalidades do plano de saúde e por mais verbas para a assistência médica. Veja o calendário das assembleias.

Em outras cidades, como São Vicente, Guarulhos e Osasco, os servidores também fizeram assembleias e reuniões para debater esses temas.