CSP Conlutas Sintrajud Fenajufe
SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL NO ESTADO DE SÃO PAULO
07/jan/2019

Sintrajud, Amatra-2 e AAT preparam ato em defesa da JT

Manifestação acontece no dia 21/01 e foi convocada após declarações do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que defendeu o fim do órgão em entrevista ao SBT.

Shuellen Peixoto

O Sintrajud, a Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo e a Amatra-2, diante das ameaças de extinção da Justiça do Trabalho, preparam uma manifestação em defesa da Justiça Trabalhista no dia 21 de janeiro, às 10h, no Fórum Trabalhista Ruy Barbosa. O ato contará com a participação de diversas entidades estaduais e federais,

O ato foi convocado pela AAT-SP, após as declarações do novo presidente da república, Jair Bolsonaro (PSL). Em entrevista ao SBT na última quinta-feira, 3, o presidente afirmou: ” Qual o País do mundo que tem? Tem é a Justiça Comum. Tem que ter a sucumbência; quem entrou na Justiça, perdeu, tem de pagar. Até um ano e meio atrás, no Brasil, havia em torno de 4 milhões de ações trabalhistas por ano. Ninguém aguenta isto. Nós temos mais ações trabalhistas que o mundo todo junto”. A declaração foi feita apenas dois dias depois que Bolsonaro anunciou que o Ministério do Trabalho seria extinto, cumprindo a promessa feita no ano passado.

Em setembro de 2018, o Colégio de Presidentes e Corregedores dos Tribunais Regionais do Trabalho (Coleprecor) lançou a campanha “8 fake news sobre a Justiça do Trabalho“.  Entre os dados ressaltados está o que desmente a declaração do presidente: “Inglaterra, Nova Zelândia, Alemanha, Austrália, França, Bélgica, Israel, Suécia, México, Chile, Argentina e Paraguai são alguns exemplos de países que possuem cortes especializadas em casos laborais”, lembra o colegiado.

Para a diretoria do Sintrajud, a declaração do atual presidente, além de apresentar dados falsos, é mais um ataque ao Judiciário Trabalhista. Diretores do Sindicato apontaram que a ideologia por trás desse discurso atribui aos trabalhadores os custos da crise e da recessão e busca subtrair direitos e renda do trabalho. A diretoria convoca todos os servidores para participar da manifestação do dia 21.

“O fim da Justiça Trabalhista representaria mais um retrocesso enorme para os direitos dos trabalhadores e um ataque ao serviço público; é uma luta que precisa da unidade de todos os setores para mobilizar e impedir este ataque”, afirmou Henrique Sales, diretor do Sintrajud e servidor do TRT.

Na tarde desta segunda-feira, 7, representantes do Sindicato e da AAT estiveram reunidos para discutir e organizar a mobilização para a manifestação.

A  AMATRA publicou nota em resposta às declarações do presidente, veja a íntegra.

Compartilhar: