Sintrajud abre consulta sobre problemas do ponto eletrônico do TRF-3 e da JF

Sindicato pediu suspensão do sistema e discussão com a categoria, mas Tribunal quer implementação em fevereiro.

O Sintrajud abriu um processo de consulta aos servidores do TRF-3  e da Justiça Federal sobre o sistema de ponto eletrônico que a administração do Tribunal pretende implementar a partir de fevereiro. Por meio desta seção no site do Sindicato, os servidores poderão relatar os problemas que estiverem enfrentando com o novo sistema.

Em dois requerimentos à presidência do TRF-3, a diretoria do Sintrajud pediu a suspensão do ponto eletrônico até que fossem discutidos com a categoria os prejuízos que o sistema pode trazer aos servidores. O último requerimento foi protocolado logo após a volta do recesso, reiterando o pedido que o Sindicato havia feito em dezembro, quando o Tribunal começou a implementar o ponto eletrônico de forma experimental.

O assunto também havia sido discutido em reunião entre dirigentes do Sintrajud, diretores do TRF-3 e o assessor judiciário da Diretoria Geral do Tribunal. No entanto, durante o recesso a presidente do TRF-3, desembargadora Therezinha Cazerta, publicou resolução que disciplina a adoção do ponto eletrônico em toda a 3ª Região.

A norma adia para fevereiro a implementação do sistema, antes prevista para janeiro, mas não resolve as lacunas e problemas apontados pelo Sintrajud e pelos servidores.

Entre as queixas levadas à administração, está o fato de que o ponto, implantado nos computadores, não contabiliza o tempo que os servidores perdem na espera pelos elevadores e pela inicialização do sistema. A questão é relevante porque são frequentes os problemas de funcionamento dos elevadores do TRF-3 e dos demais prédios, bem como as interrupções para atualização do sistema de informática.

O Sindicato questiona também o texto da resolução, alertando para a possibilidade de que se dê margem a interpretações equivocadas quanto à jornada de trabalho.

Além disso, as justificativas por erro do sistema ou demora no processo devem ser feitas pelos superiores imediatos. “Isso vai acarretar dezenas de justificativas ao mês para cada servidor, podendo criar um problema entre os servidores e suas chefias”, apontou Cláudia Vilapiano, diretora do Sintrajud e servidora da JF Campinas.

A diretoria do Sintrajud destaca que o controle da jornada de trabalho já é uma realidade no Judiciário Federal, mas que o sistema adotado pelo TRF-3 (sem diálogo com a categoria) pode prejudicar os servidores.

Como o Tribunal sinaliza a disposição de levar adiante a implementação do sistema, apesar dos problemas apontados, o Sintrajud vai reunir as queixas informadas pelos servidores no canal que acaba de ser criado no site. As críticas serão levadas ao conhecimento da administração e o Sindicato cobrará providências.

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