Servidores participam do Dia de Luta e fazem assembleia nesta sexta, 10

Os servidores do Judiciário Federal fazem assembleia nesta sexta-feira, 10, véspera da entrada em vigor da reforma trabalhista e Dia Nacional de Luta contra as reformas do governo Temer.

A assembleia está marcada para as 14h, em frente ao Fórum Pedro Lessa da Justiça Federal, e vai discutir a mobilização da categoria, não só contra as reformas, mas também contra a MP 805 (que aumenta para 14% a contribuição previdenciária) e outros ataques do governo Temer ao funcionalismo.

O dia é de atos, paralisações, passeatas e outras manifestações de protesto em todo o país, convocadas pelas centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais. Na capital paulista, houve uma concentração desde as 9h30 na Praça da Sé, de onde os trabalhadores saíram em passeata até a Avenida Paulista.

Ato no Fórum Ruy Barbosa

Considerada um retrocesso histórico nos direitos dos trabalhadores, a reforma trabalhista também foi alvo de um ato de protesto no Fórum Ruy Barbosa da JT nesta quarta-feira, 8. Servidores, magistrados, advogados e representantes de diversas entidades sucederam-se ao microfone para denunciar a eliminação de direitos, os interesses que nortearam a aprovação da reforma e o esvaziamento da Justiça do Trabalho.

“Estão passando um rolo compressor sobre a população brasileira”, comparou o servidor do TRT Henrique Sales, diretor do Sintrajud, lembrando também o teto de gastos públicos (Emenda 95/2016) e a lei que amplia a terceirização. “São vários ataques que fazem parte de um mesmo pacote e cabe a nós, trabalhadores, nos unirmos para resistir a tudo isso”, afirmou.

Foto: Amatra-2

Representando o Sintrajud, o servidor do TRT Tauff Ganem de Abreu, também diretor do Sindicado, conclamou os advogados e magistrados a questionarem nos tribunais todos os pontos da reforma que ferem a Constituição. “Perturbem os tribunais superiores”, defendeu. “Declarem a inconstitucionalidade de tudo o que puderem para o TST, no mínimo, ter muito trabalho.”

Presidente da Associação dos Oficiais da Justiça do Trabalho (Aojustra) e da federação das associações (Fenassojaf), o servidor Neemias Ramos Freire denunciou os ataques que os oficiais vêm sofrendo por parte do próprio TRT, com o esvaziamento da Central de Mandados e a transferência desses servidores para as varas. “Estamos acompanhando um decréscimo absurdo do número de mandados cumpridos nas ruas”, apontou.

Os cortes no orçamento também foram denunciados como uma tentativa de estrangular a Justiça do Trabalho. “Gastam rios de tinta para tentar inibir a atuação da Poder Judiciário, mas há um silêncio eloqüente quanto àqueles que descumprem cotidianamente as obrigações trabalhistas”, ressaltou o juiz Fábio Rocha, que representou a Associação dos Magistrados Trabalhistas da 2ª Região (Amatra-2).

– Veja a íntegra do ato no Fórum Ruy Barbosa

– Veja o vídeo da CSP-Conlutas sobre a reforma trabalhista e de convocação para as manifestações deste 10 de novembro