Servidores do TRT vão ampliar debate sobre autogestão do plano de saúde

Os servidores do TRT vão ampliar o debate sobre o modelo de autogestão do plano de saúde, considerado uma alternativa a ser estudada pelo Tribunal para substituir a contratação de operadoras.

A ideia é que seja formada uma comissão integrada por representantes do Sintrajud, da Amatra e da administração do Tribunal para estudar e acompanhar a eventual implementação do modelo.

Os servidores aprovaram ainda distribuir à categoria um informativo esclarecendo como funciona a autogestão, além de formar um grupo de discussão no WhatsApp (quem tiver interesse em fazer parte deste grupo deve enviar mensagem para 11-99128-5217) e organizar um ciclo de debates, com a participação de especialistas no tema e de representantes de Tribunais onde o modelo já é aplicado, como o TRT-5 (Bahia) e o TST.

Essas iniciativas foram discutidas em um café da manhã com diretores do Sintrajud e servidores no Fórum Ruy Barbosa nesta sexta-feira, 16.

O TRT realizou na semana passada a primeira fase da licitação para o plano de saúde a ser oferecido aos servidores pelos próximos cinco anos. A única empresa que se apresentou foi a NotreDame, operadora do plano atual, com uma proposta que aumenta em cerca de 20% os valores das tabelas atuais.

Em reunião com representantes do Sintrajud na última terça-feira (foto), 13, o presidente do Tribunal, desembargador Wilson Fernandes, informou que está buscando reduzir os valores apresentados, visando não onerar de forma insustentável os servidores e magistrados.

A questão da assistência médica vem preocupando servidores em todos os segmentos do Judiciário Federal, devido aos aumentos abusivos das mensalidades e ao congelamento das verbas para custear a participação dos tribunais nessa despesa.

“A tendência é que os contratos [com as operadoras] tragam condições cada vez piores”, disse o diretor do Sintrajud Marcus Vergne, no café da manhã desta sexta-feira.

Na próxima sexta, 23, representantes do Sintrajud voltam a se reunir com o presidente do TRT, dentro da programação de reuniões mensais entre o Sindicato e o desembargador. Além do plano de saúde, outros temas serão discutidos no encontro.

Um dos assuntos será a recusa de atestados médicos para abono de faltas. A informação obtida pelo Sindicato é que atestados de psiquiatras, psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas estão sendo recusados.

Atualizado às 21h21.

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