Servidores aprovam Greve Nacional em 18 de Março contra redução salarial e de direitos

Para enfrentar o pacote de maldades do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Paulo Guedes, os servidores do Judiciário Federal de São Paulo aprovaram a participação da categoria na greve nacional marcada para o dia 18 de março. A greve convocada por todas as centrais sindicais será um dia de luta em defesa dos serviços e servidores públicos, e também contra a ‘reforma’ administrativa, a Medida Provisória 905 e as propostas de emendas constitucionais 186, 187 e 188 (que integram o plano ‘Mais Brasil’ – veja o infográfico).

Servidores públicos de todo o país estão realizando assembleias para aprovar a construção do dia de greve nacional e mobilizações. Entre os sindicatos do Judiciário, além do Sintrajud, aprovaram adesão ao movimento os servidores de Alagoas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe. Em Goiás, estarão em greve os servidores do TRT e da JF. Na Bahia, a assembleia do Sindjufe-BA está marcada para 28 de fevereiro.

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB/PE), afirmou em mais de uma ocasião que o governo deseja aprovar as PECs 186, 187 e 188 ainda neste semestre. As propostas estão em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça da Casa. O ministro Paulo Guedes (Economia) e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), também têm declarado que seria “urgente” a ‘reforma’ administrativa, que prevê o fim da estabilidade.

Por isso, a construção de uma forte greve nacional, com participação de diversas categorias, ganha mais importância.

Assembleia da categoria em 8 de fevereiro. (Fotos: Jesus Carlos)

“O momento mostra a urgência e importância de termos um grande 18 de março. Não podemos vacilar, porque os ataques são devastadores. Passou da hora de a gente dar um basta, ter uma resposta à altura em relação ao que tem sido feito contra os trabalhadores”, afirmou o servidor do TRT Fabiano dos Santos, diretor do Sintrajud e da Fenajufe (a federação da categoria).

Para a direção do Sintrajud, a campanha do governo federal visa a destruição do serviço público em geral. “Nós, servidores públicos, somos os grandes alvos. E se não reagirmos vamos sucumbir. Vamos construir a greve geral nas bases, em assembleias e junto com a campanha em defesa do serviço público, para mostrar à população o nosso papel na sociedade”, destacou Tarcisio Ferreira, diretor do Sintrajud e também servidor do TRT.

Plenária do Fórum dos Trabalhadores do Setor Público no Estado de São Paulo.

Outra servidora do TRT e dirigente do Sintrajud, Inês Leal aponta que o 18 de março deve ser considerado o pontapé inicial para a construção de uma greve geral no país. “Os ataques estão direcionados a todos os trabalhadores e é necessário unidade na luta para construir uma forte mobilização, construir a greve geral no Brasil para derrotar este projeto que ataca os direitos”, disse.

Unidade

Na manhã do mesmo dia da assembleia que deliberou a participação da categoria judiciária na greve nacional, mais de 100 trabalhadores de 14 categorias se reuniram no auditório do Sindicato para organizar a adesão à data. O Fórum dos Trabalhadores do Setor Público no Estado de São Paulo, que o Sintrajud ajuda a impulsionar, é uma tentativa de unir esforços para evitar a retirada de direitos.