Seção do TRE adere integralmente à greve sanitária e servidores lançam manifesto

Todos os trabalhadores da Seção de Redes e Servidores recusaram voltar ao trabalho presencial no meio da pandemia.

A Seção de Redes e Servidores do TRE, ligada ao Setor de Tecnologia da Informação (STI), aderiu em peso à greve sanitária deflagrada pelos servidores do Judiciário Federal de São Paulo nesta segunda-feira, 27 de julho.

Ato em frente à sede do TRE nesta segunda-feira, 27, marcou início da greve sanitária no Tribunal. (Foto: Jesus Carlos)

Além de se recusar a voltar ao trabalho presencial, os 13 trabalhadores da seção lançaram um manifesto e o protocolaram no sistema do Tribunal, abrindo um processo formal.

“Entendemos que o retorno neste momento é condenável, pois colocará em risco de doença cada pessoa que se apresentar presencialmente, bem como aumentará o risco de doença em todas as pessoas que se relacionarem com esta”, diz o manifesto.

Os servidores da Seção permanecem no trabalho remoto. No manifesto, eles apontam que as atividades “vêm sendo executadas remotamente, de modo eficiente, desde o início do período de quarentena”. Afirmam ainda que, “por solicitação superior”, estão realizando muitas tarefas que não são inadiáveis.

Segundo a diretora de base do Sintrajud Raquel Morel Gonzaga, que trabalha na Seção de Redes e Servidores, a decisão do grupo foi tomada antes mesmo da assembleia geral da categoria, que na última quarta-feira, 22 de julho, aprovou a greve sanitária.

Atenção ao assédio moral

Em Alagoas, onde os servidores também cogitavam entrar em greve sanitária, o TRE anunciou o adiamento do eventual retorno ao trabalho presencial para 15 de agosto. A mesma decisão já havia sido tomada pelo TRE da Bahia, onde os servidores chegaram a entrar em greve sanitária.

A administração do TRE-SP havia determinado que houvesse pelo menos um servidor em cada seção na volta ao trabalho presencial. Raquel destaca que a iniciativa da Seção de Redes mostra a união dos servidores e pode servir de exemplo aos colegas de outras seções. “Eles devem se reunir e buscar encaminhamentos nesse sentido”, sugeriu a diretora de base. “Não podemos colocar nenhuma vida em risco, e a greve sanitária é o instrumento que temos para preservar a saúde e a vida das pessoas”, completou a servidora.

Ela ressaltou que o Sintrajud está atento a eventuais casos de assédio moral e perseguição aos servidores dos tribunais no período da pandemia e que denúncias dessas ocorrências devem ser encaminhadas ao Sindicato.

Caso sofra qualquer pressão, ameaça ou prática que configure assédio moral, denuncie clicando aqui.

Veja outras orientações do Sindicato para a greve sanitária clicando aqui.

Leia o manifesto dos trabalhadores da Seção de Redes e Servidores do TRE.

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