“Presidente do TRF está alinhado com Doria”, afirmam servidoras em live

Transmissão ao vivo da última quinta-feira, 6 de agosto, foi o momento de passar informes sobre a audiência com a administração do TRF e JF sobre as demandas da categoria.

Na última quarta-feira, 5 de agosto, após reiterados pedidos, o presidente do TRF-3 e o diretor do Foro da Justiça Federal receberam a diretoria do Sintrajud para tratar das demandas da categoria (saiba mais sobre a audiência aqui). Os resultados da audiência e os próximos passos da mobilização contra o retorno presencial no TRF e JF foram os temas debatidos na 42ª live do Sindicato, que aconteceu nesta quinta-feira, 6 de agosto, no Facebook e Youtube da entidade, com retransmissão aqui pelo site.

A transmissão teve a presença das diretoras Luciana Carneiro e Maria Ires Graciano Lacerda, além do advogado César Lignelli.

O advogado esclareceu os argumentos levados à administração para defender a suspensão do expediente presencial. A diretoria do Sindicato apresentou um estudo do grupo Covid-19 Brasil que aborda o crescimento exponencial da pandemia no mês de junho em São Paulo, quando tiveram início as medidas de flexibilização do isolamento e de reabertura dos estabelecimentos. “A suspensão do expediente presencial foi uma medida adotada para conter o contágio por coronavírus em momento de curva ascendente de casos, em março. Não há motivos para reabrir no momento em que continuamos batendo recordes diários de mortes e contágio da doença”, afirmou Cesar Lignelli.

Na audiência, o Sindicato também lembrou que não há previsão de retorno de atividades presenciais em nenhum outro regional na justiça federal. Apenas o TRF-3 tomou essa medida. Mesmo com os dados, a administração manteve a postura intransigente quanto à retomada das atividades presenciais. “O tribunal não está preocupado com a preservação das nossas vidas, não está em jogo a produtividade, importa apenas um alinhamento ao governo Dória e aos interesses da economia”, destacou Maria Ires.

As servidoras destacaram a mobilização da categoria, que aprovou em assembleia a deflagração de greve sanitária em defesa da vida. “Nossa greve não tem o objetivo de parar os trabalhos, o serviço está sendo mantido. É uma greve em defesa da vida, não queremos nos expor a essa doença. Nossas vidas importam, não somos só um CPF, exigimos respeito”, ressaltou Luciana Carneiro.

Falta de segurança

A diretoria do Sintrajud aproveitou a reunião com a administração para levar denuncias de desrespeito às normas de segurança. “Circulei em alguns prédios essa semana, e o que pude constatar é que a própria portaria da administração está sendo desrespeitada. No [Fórum] Pedro Lessa não tem álcool gel na portaria e nem no setor do protocolo, além de não ter luvas para as pessoas que manuseiam os protocolos físicos. É um absurdo”, disse Luciana Carneiro.

Além da falta de equipamentos de segurança, o Sindicato também levou denúncias de servidores do grupo de risco que estão sendo pressionados ao retorno presencial pelas chefias, entre outras situações de assédio moral. “As pessoas podem trazer todas as denúncias ao sindicato, manteremos o sigilo e vamos agir com o apoio do departamento Jurídico na defesa da categoria. Neste momento é ainda mais importante denunciar o assédio e o desrespeito aos nossos direitos”, finalizou Luciana.

Apesar da suspensão do expediente presencial no Sindicato, os atendimentos à categoria continuam. A diretoria, junto com o  departamento Jurídico, acompanha as denúncias de assédio, que podem ser formalizadas clicando aqui, com garantia de sigilo.  Demais dúvidas podem ser sanadas em contato com o Sintrajud pelo telefone (11) 98933-6276 ou pelo e-mail <[email protected]>.

Veja íntegra da live: