Origens e formas de violências contra mulheres são tema de seminário neste sábado, 27


24/11/2021 - Shuellen Peixoto
Atividade aberta a mulheres e homens acontece às 14h, na plataforma Zoom, e será parte das iniciativas do Coletivo de Mulheres do Sintrajud nos 25 dias pelo fim das violações associadas às desigualdades de gênero.

 

Neste sábado, 27 de novembro, o Coletivo de Mulheres do Sintrajud – Mara Helena dos Reis, realizará o seminário “O que são violência de gênero e quais suas origens?”. A atividade que dá seguimento ao ciclo de formação sobre o combate ao machismo na sociedade acontecerá via plataforma Zoom, das 14h às 17h, e será aberta à participação de mulheres e homens da categoria, funcionários do Sindicato e convidados de outras categorias, mas não haverá transmissão ao vivo.

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O seminário será uma das atividades que marcará os “21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres”, período que é reconhecido pela ONU como sendo de mobilização para erradicar esse tipo de violações que marcam a história do país desde a sua constituição, no escravismo colonial.  No Brasil, a campanha é iniciada no 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra, e vai até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. No restante do mundo, a iniciativa tem 16 dias, com início em 25 de novembro: Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher.

Para o Coletivo de Mulheres do Sindicato, discutir as múltiplas formas de violações de direitos humanos associadas às desigualdades de gênero, dentro de um ciclo de formação aberto a homens e mulheres, é essencial para o combate a essas práticas. O Brasil ainda ocupa o quinto lugar no ranking mundial de mortes de mulheres motivadas pelo machismo — os feminicídios. O nome do coletivo de mulheres do Sindicato, aliás, é uma homenagem à servidora da Justiça Federal e ex-diretora de base do Sintrajud em São Bernardo do Campo, vítima de assassinato praticado pelo homem com quem vivia na noite de Natal de 2018.

“Esse é um tipo de violência que atinge todas as mulheres, mais ainda as mulheres pretas, por isso a importância de fazer este debate no Novembro Negro. Neste sentido, consideramos importante que as colegas e os colegas participem do seminário. Debater as origens e as formas de enfrentamento à violência de gênero é uma maneira de combater”, afirmou Luciana Carneiro, integrante do Coletivo e diretora do Sintrajud.

Para falar sobre o papel do Estado e dos poderes públicos em relação ao tema, estará presente a professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Raiane Assumpção, que é doutora em Sociologia e líder do grupo de pesquisa e extensão em Violência do Estado, Direitos Humanos e Educação Popular. Coautora de Afeto & Violência: Lugares de Servidão e Resistência (Alexa Cultural) e Trabalho, Movimentos e Políticas Sociais – diálogos com o Serviço Social (Rosivan Diagramação e Artes Gráficas), atualmente Raiane ocupa a vice-reitoria da Unifesp.

O Seminário também terá a participação da jornalista Luciana Araujo, que é integrante do Movimento Negro Unificado e da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, e coautora do livro Feminicídio #InvisibilidadeMata e do relatório Imprensa e Direitos das Mulheres: papel social e desafios da cobertura sobre feminicídio e violência sexual, ambos editados pelo Instituto Patrícia Galvão – Mídia e Direitos e a Fundação Rosa Luxemburgo.

O Coletivo de Mulheres do Sindicato convida os e as colegas para participarem da atividade, que será também um momento de conversar, aprender e tirar dúvidas sobre o tema.

Assista também às falas das palestrantes que estiveram presentes no último seminário, no dia 24 de outubro, que debateu “Gênero, sexualidade e feminismo: Enfrentando o machismo estrutural”.

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