Mulheres e Campanha Fora Bolsonaro realizam ato neste sábado, 4


03/12/2021 - Luciana Araujo
Manifestação terá início às 14h30 no Masp e vai até a Praça do Ciclista; Coletivo de Mulheres e diretoria do Sintrajud estarão presentes e convidam categoria.

Concentração para o ato #EleNão, em 29 de setembro de 2018, no Largo da Batata, em SP (Foto: Mídia Ninja).

Passados pouco mais de três anos dos multitudinários atos #EleNão, movimentos de mulheres em todo o país voltam às ruas junto com a Campanha Fora Bolsonaro neste sábado (4 de dezembro). Na capital de São Paulo, o ato acontece a partir das 14h30, com concentração no vão do Masp e encerramento na Praça do Ciclista, sob o mote “Bolsonaro nunca mais”. O Coletivo de Mulheres do Sintrajud – Mara Helena dos Reis subscreve o manifesto nacional que convoca o protesto e articula iniciativas para o próximo Dia Internacional de Luta das Mulheres – 8 de março (leia aqui).

O protesto relembra que, em 29 de setembro de 2018, milhares de mulheres foram às ruas do país alertar sobre os riscos da eleição de Jair Bolsonaro para toda a população e para a parcela feminina em particular. Passados 14 meses daquele ato, o governo federal retirou do Plano Nacional de Segurança Pública, no país que ocupa o quinto lugar mundial no ranking de assassinatos de mulheres, o monitoramento de feminicídios.

Levantamento realizado pelo jornal ‘Folha de S.Paulo’  junto às secretarias de segurança pública apurou que de março a dezembro de 2020 foram registrados 1.338 assassinatos de mulheres por maridos, ex-maridos ou parceiros, parentes ou conviventes, um crescimento de 2% em relação ao ano anterior. Mortes violentas em contexto de violência doméstica são tipificados em lei desde 2015 como feminicídios, como agravante penal. Entre 2018 e 2019 já tinha sido registrada uma alta de 8% deste crime no país.

O Coletivo de Mulheres do Sindicato recebeu o nome de uma colega vítima deste crime na noite de natal de 2018. Mara Helena dos Reis foi diretora de base do Sintrajud e servidora lotada na Justiça Federal em São Bernardo do Campo.

A fome e o desemprego, que voltaram a assolar o país, e a redução dos serviços públicos prevista na ‘reforma’ administrativa (proposta de emenda constitucional 32/2020) também afetam mais às mulheres, socialmente responsabilizadas pelos serviços domésticos e cuidados de familiares. A restrição de atendimento em creches, postos de saúde e hospitais embutida na alteração que a PEC 32 dá para reduzir em até 25% as jornadas de servidores e servidoras públicos vai jogar ainda mais nas costas das mulheres brasileiras tarefas que hoje são constitucionalmente asseguradas como direitos da população e dever do Estado.

O Sintrajud vai montar a já tradicional tenda de apoio à participação da categoria e outros segmentos de servidores públicos que atuam no Fórum dos Trabalhadores do Setor Público no Estado de São Paulo no ato, a partir das 14h30, em frente ao Fórum Pedro Lessa da Justiça Federal. Como sempre, serão distribuídos materiais contra a ‘reforma’, máscaras, álcool gel, e orientado o respeito ao distanciamento social. A diretoria do Sindicato convida a categoria, mulheres e homens a participarem do ato.

Servidores e servidoras do Judiciário, dirigentes do Sindicato e funcionários no ato #EleNão, em 2018 (Foto: Cláudio Cammarota).

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