Metroviários fazem novo ato contra confisco da sede do Sindicato por Doria


03/08/2021 - Shuellen Peixoto
Sem qualquer diálogo, o governo Doria leiloou o prédio onde funciona a sede da entidade; manifestação acontece nesta terça, 3 de agosto, às 19h em frente ao Sindicato.

Reprodução: Sindicato dos Metroviários.

Nesta terça-feira, 3 de agosto, trabalhadores do Metrô de São Paulo realizam mais um ato em defesa da manutenção da sede do Sindicato dos Metroviários, que foi leiloada sem qualquer diálogo com a categoria pelo governo João Doria (PSDB). A manifestação acontece presencialmente, às 19h, em frente a sede da entidade (R. Serra do Japi, 31, Tatuapé) e reunirá sindicatos e movimentos sociais de diversas categorias, respeitando o distanciamento social.

O terreno onde está a sede foi cedido pelo governo estadual no final da década de 1980, em regime de comodato. O prédio foi construído com recursos da categoria, tendo sido inaugurado em dezembro de 1990. O leilão que ameaça despejar os trabalhadores de sua entidade representativa aconteceu no dia 28 de maio, e o Metrô apenas comunicou que seria necessário entregar a sede.

A medida extrapola até mesmo o que fez a ditadura empresarial-militar, que entre os anos de 1978 e 1980 promoveu intervenções em diversos sindicato, tendo como exemplo mais destacado a entidade dos trabalhadores metalúrgicos do ABC Paulista. Na época, o Sindicato ficou sob controle do regime, mas o patrimônio físico da entidade não foi tomado de forma definitiva como agora pretende o governador tucano.

Segundo informações do Sindicato dos Metroviários, o leilão ocorreu com irregularidades sérias. Por isso, foi protocolado ainda em julho um pedido de instauração de inquérito policial contra o Metrô e representantes do consórcio que arrematou o terreno, localizado no Tatuapé.

Para diretoria do Sintrajud, a defesa da manutenção da sede do Sindicato dos Metroviários é parte da luta pela liberdade de organização. “O governo Doria e o Metrô atacam duramente o direito de organização sindical dos trabalhadores. Este leilão, que aconteceu de fora unilateral e autoritária, é uma forma de retaliação depois de uma greve vitoriosa da categoria”, afirmou Ismael Souza, diretor do Sintrajud e servidor do TRT-2.

Ainda na opinião de Ismael, participar das manifestações e defender a manutenção da sede do Sindicato dos Metroviários de São Paulo é tarefa de todas as entidades, centrais sindicatos e movimentos sociais. “Esta é uma forma de o governo Doria tentar criminalizar os sindicatos, retirando uma sede que é um espaço histórico da categoria, dos demais trabalhadores de outras entidades e dos movimentos sociais. Portanto é tarefa de todos os sindicatos, centrais e partidos de esquerda fortalecer e construir na unidade a defesa da livre organização sindical e em defesa da sede, contra esse governo autoritário”, finalizou o servidor.

 

Box Cinza

Ato em defesa da sede do Sindicato dos Metroviários de São Paulo

Quando? Terça-feira, 3 de agosto, às 19 h.

Onde? Na sede do Sindicato dos Metroviários (R. Serra do Japi, 31, Tatuapé)

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