Metroviários adiam greve e aprovam proposta do TRT-2

Campanha salarial e por medidas de segurança contra a covid-19 segue; proposta da empresa foi rejeitada por mais de 90% dos trabalhadores presentes à assembleia.

A assembleia dos trabalhadores do Metrô de São Paulo, realizada nesta terça-feira (30 de junho), decidiu adiar por uma semana a paralisação que estava indicada para este dia 1º de julho. A decisão foi aprovada com 79,26% dos votos dos participantes da assembleia telepresencial (2.412 pessoas). A direção do Sindicato dos Metroviários ressalta que a categoria seguirá mobilizada, usando os coletes característicos do diálogo com a população, e nova assembleia será realizada na próxima terça-feira (7 de julho). Se a empresa mantiver a rejeição à proposta do Judiciário Trabalhista, a categoria iniciará paralisação à zero hora do dia 8.

Em audiência de mediação na manhã de hoje o TRT-2 apresentou proposta de manutenção das cláusulas sociais até o final da pandemia, que será aceita pelo Sindicato com a concordância de 2.899 trabalhadores que votaram na assembleia (95,27% dos participantes).

A empresa, até a publicação deste texto, tinha manifestado rejeição à proposição do Tribunal.

O Metrô também tentou obter uma liminar contra a greve e penalização do Sindicato, mas o TRT-2 negou o pleito. No dia 6 acontecerá nova audiência marcada pelo Judiciário para discutir possibilidade de conciliação em torno a essa polêmica sobre a legitimidade da greve.

A retirada de cláusulas do Acordo Coletivo foi rejeitada por 92,24% dos trabalhadores e trabalhadoras presentes à assembleia. A votação aconteceu em plataforma online, em razão da pandemia do novo coronavírus, com participação de mais de três mil trabalhadores.

Entre as reivindicações dos metroviários está a garantia de segurança sanitária para os trabalhadores. A categoria já teve 278 afastamentos por covid-19 até o dia 15 de junho. Ao menos dez mortes foram confirmadas por decorrência do novo coronavírus, incluindo um dirigente do Sindicato. Outros 31 óbitos naquela categoria estão em investigação.

A assembleia dos metroviários manifestou também solidariedade e apoio à greve dos trabalhadores de aplicativos, mantida para este dia 1º, com ato às 14 horas na Avenida Paulista. A concentração terá início no vão do Masp.

image_print