JT: Em ato, servidores chamam Greve Geral contra reformas de Temer

“Um, dois, três, quatro, cinco, mil, ou param as reformas ou paramos o Brasil”, este foi o coro entoado pelos servidores no ato contra as reformas Trabalhista e da Previdência, que aconteceu na tarde desta quarta-feira, 19, no Fórum Ruy Barbosa. Estiveram na atividade o presidente do TRT-2, desembargador Wilson Fernandes, ANAMATRA, AMATRA, Associação Brasileira […]

“Um, dois, três, quatro, cinco, mil, ou param as reformas ou paramos o Brasil”, este foi o coro entoado pelos servidores no ato contra as reformas Trabalhista e da Previdência, que aconteceu na tarde desta quarta-feira, 19, no Fórum Ruy Barbosa. Estiveram na atividade o presidente do TRT-2, desembargador Wilson Fernandes, ANAMATRA, AMATRA, Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas, Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo, Aojustra, Sindicato dos Advogados de São Paulo, Tribuna Trabalhista, as centrais sindicais CUT e CSP Conlutas, além dos juristas Jorge Luiz Souto Maior e Marcus Orione.

A manifestação foi parte da construção da greve geral para barrar os ataques do Governo Temer, chamada para acontecer no dia 28 de Abril. “O objetivo deste ato é chamar a atenção da sociedade para essas medidas visam retirar nossos direitos, precarizar cada vez mais o serviço público, acabar com a aposentadoria e com os direitos trabalhistas”, afirmou Inês Leal, servidora da JT e diretora do Sintrajud.

Para Antônio dos Anjos Melquíades, diretor do Sintrajud e servidor da TRF-3, a verdadeira intenção do governo com a Reforma da Previdência é impedir que os brasileiros se aposentem. Durante o ato, o servidor desmentiu o argumento do Governo Federal que diz que existe déficit na previdência. “O governo quer aumentar a contribuição e idade mínima dos trabalhadores para se aposentar, mas não cobra os 426 milhões de reais das empresas que devem a Previdência, e mais, está pretendendo perdoar essas dívidas”, declarou.“Com aquela máfia instalada em Brasília temos que parar tudo dia 28, essa é a única resposta que podemos dar”, ressaltou.

Representando o núcleo dos Aposentados do Sintrajud, Maria Helena Leal, lembrou que os ataques aos trabalhadores aposentados vêm acontecendo há muito tempo, por isso, a luta contra a Reforma da Previdência é a luta dos que já estão aposentados também. “Hoje, quero conclamar: somos todos aposentados”, afirmou.

Erlon Sampaio, oficial de justiça da CEUNI, diretor do Sintrajud e coordenador da Fenajufe, ressaltou que a aprovação da regulamentação da terceirização e as reformas propostas por Temer são os maiores ataques aos direitos dos trabalhadores nas últimas décadas. “Há um conluio entre o congresso nacional, governo federal e empresários para aniquilar a Justiça do Trabalho, o primeiro passo foi quando o Ricardo Barros disse em 2016 que tinha ojeriza a Justiça do Trabalho e fez o corte das verbas no orçamento da JT, um recado dos que querem o fim do estado social, por isso cabe aos trabalhadores e as entidades sérias resistir”, afirmou.

Durante a manifestação, o desembargador presidente do TRT-2 Wilson Fernandes, destacou a importância do ato e da luta em defesa da Justiça Trabalhista. “No que diz respeito a JT tivemos um corte monumental de verbas que quase ameaçou nosso funcionamento, esse ano o orçamento não está tão restrito, embora não esteja adequado perfeitamente a nossa realidade, mas temos uma questão muito grave que é a impossibilidade de substituição de servidores, e temos aposentado de 20 a 30 servidores por mês, o que significa que teremos até o final do ano cerca de 300 servidores a menos. Dá a impressão que o objetivo é acabar com nossa atividade por inanição”, declarou.

O desembargador alertou ainda para a retirada de direitos, que estão colocados com a reforma Trabalhista, travestida de boas intenções. “Se não vai retirar nenhum direito não precisa ser feita nenhuma reforma, para dar mais direitos basta que o empregador tenha vontade de fazer, momentos de crise e desempregos, como o atual, são os menos adequados para fazer reformas com essas”, ressaltou o presidente do TRT-2.

Para o juiz do Trabalho Jorge Luiz Souto Maior, os projetos de reformas trabalhista e da previdência representam um grande risco para o estado democrático e de direito. “O projeto de reforma trabalhista destrói por completo todo o arcabouço jurídico trabalhista, mas não só isto, esta reformas além de destruir a CLT, a Justiça Trabalhista e a previdência, vão destruir também a própria Constituição”, afirmou. “É um momento gravíssimo e importantíssimo de resistir aos ataques aos direitos sociais”, finalizou o jurista.

A necessidade de organizar um grande dia de manifestações e paralisações no país também foi muito destacado. “É fundamental que todos se unam em seus sindicatos, entidades ou associações de bairro para organizar uma grande paralisação no dia 28 em defesa dos direitos dos trabalhadores”, destacou Gabriel Franco, do Sindicato dos Advogados de São Paulo.

Para Celso Borba, diretor do Sindicato dos Metroviários e representante da CSP Conlutas, o dia 28 de abril já é uma realidade em todo o país. “A resposta dos trabalhadores no dia 28 será gigantesca, achamos que será a maior greve geral que este país já viu, posso falar para vocês, vai parar os ônibus, vai parar o metrô, vai parar os trens e queremos parar os aeroportos também”, afirmou.

Ao final do ato, os servidores fizeram uma votação simbólica para ressaltar a paralisação do Judiciário Federal e a participação das manifestações do dia 28 de abril. Além dos presentes, o convite também foi feito a juíza Valdete Severo, doutora em direito do trabalho pela Usp e juíza do trabalho em Porto Alegre, que não pode comparecer, no entanto mandou uma saudação ao ato. (Veja aqui)

Outras atividades para preparação da Greve Geral contra os ataques do Temer já estão marcadas.  Na terça-feira, 25, às 13h, os servidores da Justiça Federal e do TRF-3 vão fazer uma agitação em frente ao Fórum Pedro Lessa. Na JT-Santos, haverá panfletagem nesta quinta-feira, 20, e uma setorial na terça-feira, 25, às 11h.

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