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SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL NO ESTADO DE SÃO PAULO
10/jul/2018

Inscrições abertas para a Corrida e Caminhada organizada pelo Coletivo de Mulheres

Coletivo de Mulheres do Sintrajud realiza atividade no dia 22 de julho, em conjunto com o Clube de Corrida e Caminhada do Sindicato, para marcar homenagens ao Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha e de Tereza de Benguela.

Da redação

Estão abertas as inscrições para a edição especial do Clube de Corrida e Caminhada em homenagem ao 25 de Julho: Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha e de Tereza de Benguela. A atividade marca as iniciativas do Coletivo de Mulheres do Sindicato de, pela primeira vez, participar do calendário de celebrações à primeira liderança quilombola feminina reconhecida pelo Estado brasileiro – por meio da Lei 12.987/2014 – e à luta antirracista.

Inscreva-se aqui

A atividade acontece no dia 22 de julho (domingo), a partir das 9 horas, coordenada pelo educador físico Alex Raval Bertozzi, que vai orientar as participantes também na prática de exercícios funcionais (como abdominais e agachamento), sempre de acordo com  a quantidade de pessoas e o condicionamento físico de cada uma. O ponto de encontro é o que já vem se tornando tradição no Clube de Corrida e Caminhada do Sindicato: altura da Rua Helvétia do elevado João Goulart (o Minhocão). Embora o dia seja de destaque para elas, homens também poderão participar.

Dia de Tereza de Benguela e da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha

O 25 de julho foi instituído durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, ocorrido no ano de 1992 em Santo Domingo, na República Dominicana. O objetivo é dar destaque às desigualdades de gênero e raça vividas pelas afrodescendentes na região e reforçar a necessidade da adoção de políticas públicas para enfrentar o racismo e as violações potencializadas por esse sistema de opressão contra essa parcela da população, que no Brasil soma 49 milhões de cidadãs, de acordo com o Censo de 2010.

No Brasil, a data resgata também a história da primeira mulher a comandar um quilombo – território povoado por negros e indígenas que resistiam à escravização e construíam formações coletivas de enfrentamento ao Estado. Pesquisas historiográficas conferem a Tereza o título de líder do Quilombo do Quariterê, na região do atual Estado do Mato Grosso, por pelo menos duas décadas, além de reputar a ela a conformação de um sistema embrionário de parlamentarismo no território.

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