Impacto da “Nova previdência” é denunciado em audiência na Câmara de Praia Grande

Sintrajud participou do evento, organizado pelo Fórum de Defesa das Aposentadorias.

Os reflexos da “reforma” da Previdência na vida dos trabalhadores serão sentidos por muito tempo e devem continuar a ser denunciados mesmo se o projeto do governo Bolsonaro passar pelo Senado. Essa foi uma das conclusões a que chegaram os participantes de audiência pública realizada nesta quinta-feira, 7 de agosto, na Câmara Municipal de Praia Grande.

O evento foi organizado pelo Fórum de Defesa das Aposentadorias, que reúne trabalhadores de diversas categorias na Baixada Santista e tem núcleos em cada um dos municípios da região.

A subsede do Sintrajud na Baixada participa do Fórum e esteve representada na audiência pela servidora aposentada da JT Cubatão Lynira Sardinha, coordenadora do Sindicato, e pelo advogado e sociólogo Cesar Lignelli, coordenador jurídico do Sintrajud. Trabalhadores do Judiciário Federal na Baixada Santista, ativos e aposentados, também compareceram à audiência.

A realização da audiência foi encaminhada pelo vereador Leandro Avelino (PSB), o único dos parlamentares de Praia Grande a participar do evento.

Além de Lynira e Cesar, que explicaram os prejuízos causados pela reforma às aposentadorias e pensões, outro palestrante foi o professor e assistente social Diogo Sampaio, membro da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito.

 “Contra os trabalhadores”

Cesar Lignelli desmentiu os argumentos apresentados pelo governo para justificar a reforma e detalhou o impacto da “Nova previdência” sobre os trabalhadores, especialmente os mais pobres.

“Ainda que tenhamos sido derrotados na Câmara dos Deputados e ainda que a luta não seja fácil, temos de aproveitar todos os momentos para denunciar a ganância desse setor [financeiro] e denunciar que vão ganhar muito dinheiro à custa das nossas vidas”, afirmou o advogado.

A coordenadora Lynira Sardinha destacou os efeitos da reforma na vida das mulheres, lembrando que elas recebem menos do que os homens no mercado de trabalho e que sofrem com as múltiplas jornadas (tendo de dar conta dos serviços domésticos) e com a violência. Ela também criticou os deputados federais Rosana Valle (PSB) e Júnior Bozzela (PSL), de Santos, que votaram a favor da reforma.

“Quem vota contra os trabalhadores não pode ter assento em nenhuma casa legislativa”, defendeu Lynira. A servidora aposentada lembrou que outros deputados da região, que votaram contra a classe trabalhadora na reforma trabalhista, por exemplo, não conseguiram se reeleger. “Fizemos o enfrentamento [dos deputados] na Frente Sindical Classista, de onde saíram os Fóruns de Defesa das Aposentadorias”, recordou.

Como integrante da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, o professor Diogo Sampaio reconheceu que o bolsonarismo ainda tem o apoio de grande parte dos evangélicos, mas ressaltou que muitos outros discordam frontalmente do governo.

Ele defendeu uma reorganização da esquerda para combater as políticas em curso, como a reforma da Previdência. “Se não criarmos uma alternativa, o povo brasileiro vai assistir pela TV e pelo WhatsApp ao desmonte da Previdência”, previu. “Precisamos ampliar a resistência e fortalecer a luta.”

No vídeo abaixo, Lynira Sardinha fala sobre a importância da audiência pública na Câmara de Praia Grande.

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