Greve Global pelo Clima terá protestos em vários estados nesta sexta-feira, 20

Organizações de trabalhadores, ambientalistas e outros movimentos sociais vão às ruas em vários estados nesta sexta-feira, 20 de setembro, para juntar-se à mobilização de outros países na Greve Global pelo Clima. Em São Paulo, as atividades começam às 13 horas no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, onde haverá uma aula pública sobre aquecimento global. Às 16 horas, os manifestantes iniciam a concentração para um ato de protesto.

A Greve quer chamar a atenção dos governos de todo o mundo para a urgência de ações contra o aquecimento global. No Brasil, o tema passou a dominar o noticiário com o aumento da devastação na Amazônia e no Cerrado causada pelas políticas do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

O presidente desacreditou os dados sobre desmatamento divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), provocou a demissão do presidente do órgão e fez acusações às organizações não-governamentais que trabalham pela proteção ambiental. Bolsonaro também desmontou a estrutura de fiscalização do Ibama, esvaziou a Funai e vem tentando colocá-la sob controle dos ruralistas.

Relatório divulgado na última segunda-feira, 16, pela organização internacional Human Rights Watch aponta que em 2009 o Ibama contava com 1.600 inspetores. Atualmente, são 780. O número de servidores da Funai caiu de 3.111 em 2012 para 2.224 neste ano. De 2016 a 2018, o orçamento de ambos os órgãos, corrigido pela inflação, caiu 8% e 11%, respectivamente.

Emprego, previdência e direitos

Além da pauta ambiental, a mobilização no país será em defesa das aposentadorias, dos direitos trabalhistas e do emprego, conforme definiram as centrais sindicais e a Coalizão pelo Clima – articulação que reúne quase 70 organizações da sociedade civil – durante reunião na última segunda-feira, 16 de setembro, na sede da CUT. Representantes da CSP-Conlutas participaram do encontro, assim como os diretores do Sintrajud Fabiano dos Santos e Inês Leal de Castro.

A avaliação das centrais e demais organizações é que as pautas estão interligadas. O desmonte do Estado, que prejudica a fiscalização do meio ambiente, tem relação com as políticas de favorecimento ao capital privado e de destruição dos direitos trabalhistas e previdenciários.

As centrais sindicais também estão convocando protestos em Brasília, na terça-feira, 24, quando está prevista a votação em primeiro turno da reforma da Previdência (PEC 6/2019) no Senado.

Na mesma semana, uma caravana do Sintrajud estará em Brasília para uma série de atividades no STF e no CNJ, defendendo o direito à indenização pelo descumprimento da data-base e a manutenção dos quintos incorporados. Os servidores também vão participar da mobilização contra a reforma da Previdência.

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