Greve geral: Milhares de trabalhadores foram às ruas em defesa da aposentadoria

O dia de Greve Geral contou com paralisações de diversas categorias em todo o país; em São Paulo servidores participaram de manifestações na capital e nas cidades do interior.

Na última sexta-feira, 14 de junho, trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias fizeram greve contra a ‘reforma’ da Previdência proposta pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL). Segundo levantamento do site G1, foram registrados protestos e paralisações em 26 estados e no DF. O dia de luta foi convocado pelas 10 centrais sindicais brasileiras com objetivo de defender a aposentadoria pública. As entidades se reuniram nesta segunda-feira e avaliam que cerca de 45 milhões de trabalhadores participaram da mobilização.

As centrais divulgaram nota avaliando que “O sucesso da mobilização é resultado da unidade de ação do movimento sindical, construída ao longo do tempo e renovada nas deliberações das assembleias em locais de trabalho, em plenárias por categoria e intercategorias; e da articulação com os movimentos sociais, populares, estudantil e religiosos” (leia a íntegra aqui).

Ato em Santos

Servidores do Judiciário Federal de São Paulo também paralisaram os trabalhos no dia de greve geral e somaram forças nas manifestações em suas cidades. Ainda pela manhã, foram enviadas ao Sindicato informações de colegas que participavam em atos que aconteceram no Largo Padre Péricles (na capital), seguido do fechamento do Elevado Presidente João Goulart; no Pátio Jabaquara do Metrô, na zona Sul da capital; e nas cidades de Sorocaba, Santo André, Santos, Campinas e Bauru.

As manifestações que registraram maior número de participantes aconteceram no final da tarde, os servidores estiveram presentes nas que aconteceram em São Paulo, Santos e Campinas.

Servidores no ato na Av Paulista

Na capital paulista, o ato reuniu cerca de 50 mil pessoas, segundo os organizadores. O trânsito na Avenida Paulista foi bloqueado nos dois sentidos pelos manifestantes entre a Rua da Consolação e a Avenida Brigadeiro Luís Antônio. Em Santos, a manifestação partiu da  Estação Cidadania e em Campinas o ato ocupou o Largo do Rosário.

Na opinião da diretoria do Sintrajud, o dia de greve geral foi a demonstração de que a classe trabalhadora seguirá na resistência contra a retirada de direitos. “Hoje os trabalhadores e trabalhadoras deste país fizeram mais um ato de rebelião e desacordo com esta proposta de ‘reforma’ da Previdência do governo Bolsonaro, reforma esta que só vai fazer crescer o número de miseráveis neste país, a economia que eles querem fazer será às custas do povo trabalhar até morrer”, afirmou a diretora do Sindicato Luciana Carneiro, servidora do TRF.

Fala servidor

A reportagem do Sintrajud conversou com alguns servidores que participaram do ato na capital paulistana. A pergunta feita era sobre a importância da participação dos servidores do Judiciário Federal na greve geral, veja as respostas:

Camila (Fórum Trabalhista de Barueri) – “Nós, servidores da Justiça do Trabalho, temos compromisso com a justiça social, então tudo que vem contra isso, como esta ‘reforma’, nos causa estranhamento e a gente vai combater.”

Marina (Fórum Trabalhista Ruy Barbosa) – “Estou aqui para lutar contra a ‘reforma’ da Previdência, contra os cortes absurdos [na educação], contra os privilégios, que eles dizem que são nossos, mas na verdade são ‘deles’, contra os desmandos deste presidente que é do Brasil, mas não é meu. Acho que se você não fizermos barulho, que é diferente de baderna, ninguém nos ouvirá, por isso estou aqui.”

Pedro (Fórum Trabalhista Ruy Barbosa) – “Acho que a única maneira de barrar essa ‘reforma’ arbitrária e esdrúxula é com greve. Já participaria, mas diante das declarações da doutora Rilma [desembargadora presidente do TRT] minha vontade de vir ao ato aumentou, porque acho que o despacho foi arbitrário. Na minha opinião, não caberia uma decisão desta vindo do próprio TRT.”

João (Anexo Administrativo Presidente Wilson) – “Não estou aqui só por mim,  estou pela sociedade, não acho corretas essas mudanças para a aposentadoria, inclusive para as pessoas que não são funcionárias públicas e para as quais falta mais tempo para se aposentar. Para mim faltaria só 3 meses. Essa greve é necessária para mostrar a força e oposição a este projeto, mostrar nosso descontentamento e dar base para os colegas que estão pressionando junto aos deputados lá em Brasília.”

Dinah (oficial de justiça lotada na CEUNI/JF) –  “O dia de hoje é muito importante pra nós funcionários públicos porque essa ‘reforma’ vai prejudicar principalmente as pessoas pobres, doentes, enfim essa ‘reforma’ é inviável, então temos que lutar contra isso.”

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