CSP Conlutas Sintrajud Fenajufe
SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL NO ESTADO DE SÃO PAULO
24/abr/2017

Governo decide manter transição mais dura para servidores na Previdência

Quem ingressou antes de 2003 só teria direito à integralidade e à paridade se atingir a idade mínima

Da redação

O governo decidiu manter a regra de transição mais dura para o funcionalismo público no projeto da reforma da Previdência. Pelo texto do relator da reforma, deputado Arthur Maia (PPS-BA), os servidores federais que ingressaram antes de 2003 só terão direito à integralidade (aposentadoria igual ao maior salário da ativa) e à paridade (reajustes iguais aos servidores da ativa) se forem direto para a idade mínima final dá reforma, de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres. Antes disso, terão o benefício apenas parcial.

A decisão de endurecer a regra para o funcionalismo, ou seja, de retirar as regras de transição para os federais, foi fechada em reunião na noite deste domingo, no Palácio do Jaburu, segundo o site do jornal Valor Econômico. A notícia também havia sido antecipada por uma agência de notícias e pela última edição do Jornal do Judiciário.

De acordo com a reportagem do Valor, participaram da reunião o presidente Michel Temer, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, da Secretaria-Geral, Moreira Franco; o líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE) e os líderes do governo e da maioria na Câmara, deputados Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e Lelo Coimbra (PMDB-ES).

A reportagem informa ainda que “corporações dos servidores, principalmente do Judiciário e Ministério Público” teriam reagido fortemente à mudança no relatório original da reforma. Maia teria chegado a divulgar errata para dizer que seria discutido um texto mais adequado, mas depois afirmou que isso não será alterado, o que foi confirmado na reunião deste domingo.

Na próxima sexta-feira (28), os servidores do Judiciário e do Ministério Público vão se juntar a outras categorias de servidores públicos e de trabalhadores da iniciativa privada na greve geral em protesto contra a reforma da Previdência, a reforma trabalhista e a ampliação irrestrita da terceirização.

Compartilhar: