Fórum de trabalhadores do setor público repudia perseguições na Petrobras

Sindicatos afirmam que punições da estatal têm o objetivo de impedir a mobilização contra a venda das refinarias.

O Fórum dos trabalhadores do setor público de São Paulo publicou moção de repúdio às perseguições contra os trabalhadores na Petrobras. O documento relata que a atual gestão da estatal tem promovido dezenas de punições e perseguições nas diversas unidades da empresa. No último mês, dois diretores do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais, Leonardo Auim e Gustavo Helmold, foram punidos com suspensões de 17 e 25 dias. Em nota, o Sindipetro/MG afirma que as punições são evidentes perseguições políticas a representantes da categoria.

Os trabalhadores da Petrobras enfrentam um duro processo de mobilização contra a privatização da estatal e venda das refinarias, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal sem necessidade de aprovação do Congresso Nacional.  “A direção da empresa e o governo Bolsonaro querem entregar toda a alta, rica e lucrativa produção da Petrobras. Para isso, não aceitam nenhum tipo de resistência por parte de trabalhadores, insistem nas punições e na falta de informações aos brasileiros sobre as privatizações”, afirma a moção de repúdio do Fórum.

O Sintrajud constrói o Fórum dos Trabalhadores do Setor Público de São Paulo em conjunto com dezenas de entidades do funcionalismo público no estado. Para os sindicatos do Fórum, a defesa da democracia, direito de greve e livre manifestação devem ser consideradas princípios, por isso as perseguições na Petrobras devem ser combatidas pelo conjunto da classe trabalhadora.

MOÇÃO DE REPÚDIO ÀS PERSEGUIÇÕES NA PETROBRAS!

A atual gestão da Petrobras está num processo de “caça às bruxas”. Dezenas de punições e perseguições estão ocorrendo nas distintas unidades da empresa.

Os diretores do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais, Leonardo Auim e Gustavo Helmold, foram punidos com suspensão de 25 dias e 17 dias respectivamente.

Essa punição tem como objetivo quebrar qualquer resistência contra a venda de qualquer uma das refinarias espalhadas pelo país. E não é a primeira vez que a empresa tenta punir Leonardo.

Na greve de 2018 houve a tentativa de suspensão de 5 dias por se recusar a trabalhar mais de 16 horas, o que colocaria em risco a saúde, sua integridade física e dos demais trabalhadores do setor. A punição foi cancelada na Justiça do Trabalho.

Leonardo era membro da CIPA, eleito pelos trabalhadores. Também é diretor do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais e um dos ativistas mais reconhecidos pela base da categoria.

Gustavo Helmold também é uma importante liderança em defesa dos direitos dos petroleiros e petroleiras, atuando para garantir a saúde e segurança dos trabalhadores bem como na defesa do sistema Petrobras.

A acusação se resume à “não colaboração com processo de investigação”. Isso se deu apenas por ter se recusado a entregar um suposto e-mail pessoal, por entender que a Ata da CIPA é o documento oficial na empresa e por ter exigido que sua fala fosse gravada ou na presença de uma testemunha, durante o interrogatório.

Assim, buscam retirar o direito de organização e fiscalização dos trabalhadores dentro da empresa.

A direção da empresa e o governo Bolsonaro querem entregar toda a alta, rica e lucrativa produção da Petrobras. Para isso não aceitam nenhum tipo de resistência por parte de trabalhadores, insistem nas punições e na falta de informações aos brasileiros sobre as privatizações.

Nós do movimento sindical e popular de conjunto nos unimos contra as privatizações e repudiamos as perseguições e punições impostas pela Petrobras!

A luta não vai parar por aqui! Estamos unidos na defesa intransigente dessas lideranças contra qualquer perseguição ou punição!

Contra a privatização da Petrobrás! Petrobras Fica!

Por uma atuação independente nas CIPAs!

Fim de todas as punições e perseguições aos que lutam!

Cancelamento imediato na Petrobras de todas as punições políticas!

Não recuaremos na luta!