Fórum convoca mobilização no dia 24 em defesa dos serviços públicos

O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) está convocando os sindicatos do funcionalismo a participar da organização das atividades que devem marcar os protestos previstos para o dia 24 de outubro.

A jornada de manifestações que deve acontecer na data vai defender as liberdades democráticas, os serviços públicos e a educação. A pauta inclui a defesa da revogação da reforma Trabalhista e da Emenda Constitucional 95, que congela os orçamentos primários da União até 2036, o rechaço à política de privatizações de estatais e serviços públicos e a rejeição da reforma da Previdência Social. Entidades sindicais da área da educação querem ainda a revogação da reforma do Ensino Médio, que apontam como um enorme retrocesso educacional no país, e a rejeição da proposta do governo de Michel Temer para a Base Nacional Comum Curricular.

A organização dos protestos do dia 24 de outubro – quatro dias antes do segundo turno das eleições – foi debatida na reunião da coordenação do Fonasefe, ocorrida em Brasília no dia 10 de outubro. Embora já estivesse sendo preparada e convocada bem antes das eleições, a mobilização inevitavelmente terá referências ao processo eleitoral – no qual o funcionalismo, a educação pública e o conjunto dos serviços públicos vêm sendo objetos de ataques explícitos por parte da candidatura de extrema direita.

A Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do MPU (Fenajufe) participou da reunião do Fonasefe, representada pelo servidor Saulo Arcangeli, da coordenação da entidade. Ele destacou a importância da mobilização da categoria neste momento. “É fundamental que as entidades discutam internamente, convoquem assembleias e participem das reuniões do Fórum dos Servidores com as demais entidades nos estados para construir um grande dia 24 de outubro, diante dos ataques postos, como o decreto do governo Temer da terceirização plena no serviço público, e a reforma da Previdência que poderá ser votada após as eleições”, disse Saulo, à reportagem da Federação.

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