Esvaziamento da Distribuição no Pedro Lessa e terceirização são denunciados

Durante a manifestação em defesa da data-base e contra a redução salarial em frente ao Fórum Pedro Lessa da Justiça Federal, na tarde desta quarta-feira (25 de setembro) também foi denunciado o remanejamento de cinco servidores lotados na Distribuição do fórum.

A administração comunicou, sem nenhum diálogo prévio, que servidores do NUAD (Núcleo Administrativo) deveriam ser deslocados para varas, sob a justificativa de que o processo judicial eletrônico (PJe) teria impactado na redução do trabalho no setor, o que os servidores questionam.

“O Sindicato já se manifestou no processo e está agendada uma reunião com a diretora do Foro para o dia 14 de outubro. Colegas chegaram a parar no hospital com a notificação das remoções arbitrárias. Haverá perda de funções, colegas que já estão em abono de permanência podem antecipar as aposentadorias deixando os colegas que continuam no setor ainda mais sobrecarregados, e não é possível manter a Distribuição funcionando com cinco pessoas. Vários colegas já estão adoecidos, com tendinite e outros problemas relacionados ao trabalho”, frisou Gilberto Terra, diretor do Sindicato e servidor lotado no Fórum Previdenciário.

Defesa dos terceirizados

Outra denúncia feita no ato abordou a situação dos funcionários terceirizados que atuam no Judiciário, especialmente no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, onde o Sindicato tem feitos sucessivos questionamentos à administração.

Recente perícia realizada por determinação do Ministério Público do Trabalho após intervenção do Sindicato comprovou uma série de irregularidades e levou à determinação de requisitar ao Tribunal adequação do mobiliário e instalações elétricas, redimensionamento das instalações, dada a responsabilidade do órgão pela segurança e condições de trabalho nas instalações do imóvel.

“A gente vê esses problemas em todos os prédios, é preciso incorporar essa luta. A central sindical à qual somos filiados, a CSP-Conlutas, tem como bandeira a incorporação desses trabalhadores ao quadro, já que também passaram por um processo de seleção”, relatou o dirigente do Sindicato José Dalmo Duarte, servidor do TRF-3.

Gilberto Terra lembrou ainda que “às vezes os colegas terceirizados passam 20 anos nos prédios da justiça.”