Especialista defende valorização das pessoas idosas em live

Nesta quinta-feira, 4 de junho, aconteceu mais uma live do Sintrajud, desta vez, o debate foi sobre o envelhecimento saudável, isolamento e atenção às pessoas idosas. Inicialmente o bate-papo seria com Yeda Aparecida de Oliveira, professora da Escola de Enfermagem da USP, mas, por um imprevisto, ela não conseguiu participar e indicou a colega do mesmo grupo de pesquisa, a doutora Marisa Accioly, professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP). A transmissão também teve a participação das diretoras  Ester Nogueira,  oficiala de justiça aposentada da JF, e Luciana Carneiro, servidora do TRF-3.

Durante a live, a especialista abordou o impacto que o isolamento social e pandemia pode ter na vida das pessoas, principalmente os idosos, e as maneiras de lidar com a situação, mantendo a saúde física e mental. “É um momento que exige maior valorização das pessoas idosas e combater a discriminação. A velhice não é sinônimo de doença e de afastamento, tem que ser entendida como uma fase de nossas vidas”, afirmou a doutora.

Para Marisa, a falta de investimento e políticas públicas voltadas para os idosos, contribuem para a discriminação e desamparo dos mais velhos. Na opinião da servidora Luciana Carneiro,  a pandemia torna mais importante o olhar e atenção para os idosos, para combater situações que chegam à violência. “Quando se fala em idoso, já se pensa em uma pessoa que é incapaz e doente, isso é preconceito, as pessoas desconsideram que boa parte da população idosa do Brasil é responsável pelo sustento das suas famílias”, disse Luciana. “É preciso que nossa atenção esteja voltada para estes que são jovens há mais tempo, que são parte de um setor da sociedade que sobrevive sem investimento e políticas públicas do governo”, concluiu a diretora.

Outro elemento que Marisa Accioly destacou é que com o necessário isolamento social, boa parte dos mais velhos estão sofrendo com a solidão, estando afastados dos amigos e familiares. Para a professora, é o momento de explorar novas tecnologias e usá-las para lidar com o distanciamento.  “A busca de um contato ou interação humano é inerente, porque somos seres sociais, por isso, o isolamento social ou até mesmo uma solidão, podem ter implicações para a saúde mental das pessoas”, afirmou. “É hora de buscar meios de superar o isolamento, aproveitar as ferramentas disponíveis, seja por meio de lives, leituras agradáveis, enfim”, disse a professora.

Pensando nesta realidade, o Sintrajud está entrando em contato com os aposentados e pensionistas da categoria. “Os nossos colegas aposentados tinham uma vida muito ativa, encontros semanais no Sindicato, aulas de dança, enfim, e percebemos que com o isolamento, apareceram também angústias. Por isso estamos entrando em contato, conversando. Nosso objetivo é, acima de tudo, trazer o acolhimento e levar um pouco do nosso carinho e atenção”, destacou Ester.

Para finalizar, a especialista lembrou que estamos no mês conhecido como Junho Violeta, marcado pelo Dia da Sensibilização pelo Combate à Violência contra os Idosos, 15 de junho. “É um mês para dar visibilidade às pessoas idosas, ao combate à discriminação e à violência contra os mais velhos, e ganha mais importância por que este tipo de violência, neste momento de isolamento social, nos preocupa muito”, finalizou Marisa.

A íntegra do bate-papo virtual com Marisa Accioly está disponível nas redes do Sindicato. Esta foi a vigésima quinta live realizada pela diretoria do Sintrajud desde que teve início a quarentena. As transmissões foram adotadas para manter o diálogo sobre temas de interesse da categoria durante o isolamento social. Os bate-papos virtuais acontecem sempre às segundas (17h30) e quintas-feiras (11h),  e são transmitidos pelas páginas no Facebook, no YouTube e também aqui pelo site.