Entidades celebram Dia Mundial da Saúde com manifestação em defesa do SUS

Diversas categorias da área da saúde e pacientes realizaram nesta quinta-feira, 5, um ato público em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital paulista. Organizado pela Frente Democrática em Defesa do SUS, o protesto marcou o Dia Mundial da Saúde, que é celebrado neste sábado, 7.

Os manifestantes caminharam da sede da Associação Paulista de Medicina (APM), na avenida Brigadeiro Luiz Antonio, na Bela Vista, até  a Catedral da Sé. O prédio da APM amanheceu coberto com uma bandeira preta de 22 metros com a inscrição “Gente merece Saúde de qualidade”.

A passeata teve macas e cadeiras de rodas com atores interpretando pacientes desassistidos, balões pretos com a inscrição ‘SOS SUS’ e o enterro simbólico do ministro da Saúde, Ricardo Barros, que se exonerou do cargo nesta semana para disputar as eleições.

“Às vésperas do Dia Mundial da Saúde desespera-me saber que o Brasil esteja tão distante desse mundo de dignidade e atenção à saúde das pessoas”, discursou o presidente da APM, José Luiz Gomes do Amaral.

“É necessário aproveitar a oportunidade [das eleições] para mudar nossa realidade e cobrar daqueles que pretendem nos representar uma atitude mais firme, consciente e técnica em face da gestão da Saúde no Brasil”, declarou.

No Judiciário Federal, concentração do mercado

A questão da saúde também mobiliza cada vez mais os servidores do Judiciário Federal, às voltas com o custo exorbitante planos de saúde num modelo de mercado cartelizado e o congelamento das verbas dos tribunais para essa despesa.

Na próxima semana, os servidores do TRF-3 e da JF da capital fazem assembleia para discutir a minuta do edital de licitação do novo plano, que deve atender os servidores nos próximos cinco anos.

A assembleia acontece no dia seguinte à audiência pública sobre o edital, reaberta por pressão da categoria depois que o Tribunal tentou cercear o debate. No ano passado, os servidores já sofreram um aumento de até 75% nas mensalidades do plano, com dois reajustes em menos de seis meses. O reajuste está sendo contestado judicialmente pelo Sintrajud e os servidores agora tentam evitar reajustes abusivos no novo contrato.

O TRT já realizou a primeira etapa da licitação de seu novo plano e aguarda uma redução da proposta inicial da operadora NotreDame, única participante do certame. A empresa propôs um aumento de cerca de 20% nas mensalidades do plano atual.

O TRE, único tribunal federal em São Paulo que ainda não tem plano de saúde, pode fazer uma licitação no segundo semestre, segundo informou ao Sintrajud o diretor-geral do Tribunal, Cláucio Corrêa. A medida atende a uma reivindicação dos servidores, que se mobilizaram nos últimos meses por essa demanda.

Autogestão

Enquanto isso, o Sintrajud estuda os modelos de autogestão de planos de saúde, afim de avançar na discussão com a categoria sobre a viabilidade da implementação desse projeto em todos os tribunais do Judiciário Federal em São Paulo.

O Conselho de Base do Sindicato aprovou a realização de pesquisas e debates sobre a autogestão, a fim de reivindicar que as administrações criem grupos de trabalho.

Se essa alternativa se mostrar viável, o Sintrajud pode encabeçar um movimento nacional pela adoção do modelo em todo o Judiciário Federal.

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